Centeno: Dificuldades no crédito "são contidas mas estão presentes no balanço dos bancos"

O governador do Banco de Portugal avisa que se deve estar "alerta" perante a degradação de alguns indicadores de qualidade de ativos dos bancos.

O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, disse esta sexta-feira que apesar de serem contidos, os riscos relacionados com o crédito malparado estão presentes e constituem um desafio para os bancos.

"Alguns indicadores de qualidade dos ativos deterioram-se no decurso da crise pandémica", indicou Centeno no encerramento da 5ª edição da Money Conference 'Banca 2022 - Testar, Personalizar e Crescer', organizada pelo DV/DN/TSF em parceria com a EY, Sage e Iberinform.

Adiantou que é preciso continuar a monitorizar eventuais dificuldades no crédito e a evolução do malparado.

Frisou que os bancos em Portugal fizeram o seu trabalho, ao identificarem as situações de clientes em dificuldades. Frisou que essas situações "são contidas mas estão presentes no balanço dos bancos".

Mas salientou que, em Portugal, pela primeira vez, se registaram rácios de crédito malparado no setor, em geral, inferiores a 5%, o que compara com 17,9% em meados de 2016.

Destacou que, em contrapartida, no conjunto do crédito, "a situação melhorou porque a atividade de recuperação de créditos foi bem sucedida".

Elisabete Tavares é jornalista do Dinheiro Vivo.

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