C4 Picasso. Só uma cara e mais tecnologia

Foi com todo o cuidado que a Citroën retocou a família C4 Picasso. A mesma frente para as duas versões, cinco e sete portas, caixa automática para o três cilindros de 130 cv a gasolina e muita preocupação em matéria de conectividade

Quatro anos passados sobre o lançamento da família C4 Picasso a Citroën fez o tradicional refrescamento da oferta. Fala-se de uma nova geração mas, em rigor, até porque em equipa que ganha não se mexe, como reconhece a própria marca, a intervenção foi ligeira e principalmente virada para a tecnologia e o enriquecimento da oferta, que consegue até oferecer mais por preços mais reduzidos, nas versões de aposta, as mais populares em Portugal.

A diferença maior nos monovolumes do construtor francês assenta numa subtileza estética. A frente da versão de cinco lugares passa também a ser a do Grand C4 Picasso, o sete lugares que cede na imagem mais conservadora e surge agora com outra jovialidade. A versão de maiores dimensões fica a ganhar com a "máscara" das três óticas que promete ser transversal na nova linha de produtos, a começar no próximo C3.

Óticas traseiras de efeito 3D e em LED, nos topo de gama, opção bicolor no cinco lugares, através do tejadilho preto, e mais uma séria de pormenores, como as novas jantes de 17 polegadas fazem a diferença num automóvel bem sucedido, um dos meninos bonitos da Citroën, sempre no TOP 3 dos monovolumes (só BMW Série 2 e Mercedes Classe B vendem mais...), que já não são o que foram em termos de mercado, mas estão aí a fazer por um futuro que ninguém arrisca...

Mais do que o que se vê, os novos Picasso forem beneficiados nos aspetos práticos da utilização - o portão traseiro de abertura e fecho elétrico, que pode ser acionado pela passagem do pé sob o para-choques - e, como não podia deixar de ser, no campo da conectividade, potenciando a imagem hi-tech do ambiente, marcado pela instrumentação que já fazia a diferença, com o grande painel digital de 12 polegadas a dominar o tablier, e, sob ele, outro de 7 polegadas, tátil, combinação que possibilita uma série de escolhas, sobretudo para aqueles que não dispensam um smartphone, o qual pode ser espelhado por mirror screen. Ainda não chegou o Wifi a bordo, mas a Connect Box já permite a assistência especializada via GSM e pode mesmo incluir um serviço que maximiza a possibilidade de localização do veículo em caso de roubo (e funciona mesmo!).

Aposta na gasolina

A renovada família Picasso conta com três motorizações - 1.2 PureTech, o elogiado três cilindros a gasolina, declinado em versões de 110 e 130 cv; 1.6 BlueHDI, o diesel de combate proposto com 100 e 120 cv; e ainda com este combustível o 2.0 BlueHDI de 150 cv.

Novidade é a caixa automática de 6 velocidades na motorização de 130 cv a gasolina. Trata-se da transmissão (conversor de binário) de origem japonesa (Aisin) transversal a toda a gama, comandada por patilhas no volante, a qul representa um salto enorme em relação à "velha" caixa pilotada. Solução de comodidade, prazer e eficácia na condução, representa um acréscimo de 1600 euro no preço.

Houve aliás um esforço da Citroën na valorização do preço das versões a gasolina, sempre as mais baratas, na perspetiva de que os portugueses continuem a fazer contas com base nas fórmulas que definem a rentabilidade da aposta no diesel apenas para quem faz muitos quilómetros.

Os novos C4 Picasso e Grand C4 Picasso chegam já este mês e vão ter preços a partir dos 21 960euro e 22 960euro, para as versões PureTech de 110 e 130 cv, respetivamente, e de 26 260euro e 28 360euro, para o 1.6 Blue HDI de 100 e 120 cv, isto na carroçaria de cinco lugares; para o maior, e na mesma linha, 25 460euro (PureTech 130 cv); 28 760euro e 30 860euro (1.6 BlueHDI de 100 e 120 cv). As versões 2.0 BlueHDI de 150 cv, custam 37 760euro e 40 260euro, consoante a carroçaria.

Em termos dinâmicos as diferenças resumem-se a um melhor isolamento acústico. De resto, o que sabe deum bom casamento francês, conforto e eficácia bem doseados.

Equipamento

A definição da oferta em termos de equipamento passa a contemplar três níveis, com a designação Live, Feel e Shine. Como de costume, no meio está a virtude, pelo que todos os esforços foram centrados nesse pacote, que permite ter um automóvel mais equipado (chega a ganhar 1200 euro de extras) por menos preço.

Todas as versões contam com travão de mão elétrico, arranque do motor por botão, limitador e regulador de velocidade, ar condicionado automático, rádio MP3 com bisintonizador e seis altifalantes, sensores de luz e para o limpa parabrisas, deteção da pressão dos pneus, ventilação atrás e faróis de nevoeiro. O nível Feel acrescenta, designadamente, jantes de 17 polegadas, acesso e arranque mão-livres, luzes diurnas e LED e óticas traseiras 3D na mesma tecnologia, câmara de ajuda ao estacionamento, retrovisores elétricos rebatíveis, navegação, Bluetooth, lanterna na bagageira, vidros laterais traseiros e óculo escurecidos, parabrisas atérmico, volante revestido a cabedal e o Citroën Connect Box.

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