Bruxelas censura aumento extra das pensões baixas

Governo deve "intensificar revisão da despesa [os cortes nas gorduras] e medidas para melhorar sustentabilidade de SNS e empresas públicas", diz a Comissão Europeia. Crescimento médio do emprego público duplicou, reforça Mário Centeno, governador do Banco de Portugal.

O aumento extraordinário de até 10 euros para as pensões mais baixas (inferiores a 1.108 euros brutos) e a atualização de 0,9% para os salários dos funcionários públicos em 2022 caíram mal na Comissão Europeia.

Na avaliação à proposta de Orçamento de Estado para 2022, que no final da próxima semana vai a votação final no Parlamento (e deve certamente passar com a maioria absoluta do PS), a Comissão é bastante crítica relativamente a medidas do Orçamento que, na sua opinião, são pouco consentâneas com a necessidade de maior prudência orçamental, para mais tendo em conta o nível enorme de dívida pública que o país carrega. O documento está aqui (abre diretamente em pdf).

Também o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, apontou para a questão da função pública e do número de trabalhadores, dizendo que "há dinâmicas que preocupam".

"O ritmo de crescimento do emprego público duplicou no período pandémico face aos anos anteriores", constatou. Há algumas dinâmicas neste setor de emprego que, "a manterem-se, terão consequências para a sustentabilidade das finanças públicas", alertou o ex-ministro das Finanças.

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