Baterias da Volvo Cars dão segunda vida a projetos sustentáveis

Carregamentos para automóveis e bicicletas ou fornecimento de energia a instalações hidroelétricas são alguns dos projetos em que a marca sueca está envolvida. O objetivo é tornar-se totalmente circular até 2040.

Entre oito e dez anos é o tempo de vida de uma bateria de alta voltagem num veículo elétrico. Dar-lhe continuidade em outras utilizações é, por isso, um dos grandes desafios que se colocam no plano da sustentabilidade. Esse é o intuito de vários projetos em que a Volvo Cars está envolvida com diferentes parceiros.

A colaboração com a BatteryLoop, do grupo Swedish Stena Recycling, é uma delas. O know-how desta empresa sueca e as baterias dos carros da Volvo Cars já permitiram desenvolver um sistema de armazenamento de energia movido a energia solar. A tecnologia está, de resto, a alimentar desde abril as estações de carregamento para automóveis e bicicletas elétricas no centro de negócios da Essity, multinacional do ramo da higiene e saúde com sede em Estocolmo.

Por outro lado, a Volvo Cars, a Comsys AB (empresa sueca de tecnologia limpa) e a Fortum (empresa europeia de energia) estão envolvidas num projeto-piloto comercial. O objetivo é aumentar a flexibilidade do fornecimento de uma das instalações hidroelétricas de Fortum na Suécia, enquanto contribui para uma segunda vida das baterias de veículos elétricos. As baterias dos automóveis híbridos plug-in da Volvo servirão como uma unidade de armazenamento de energia estacionária, ajudando a fornecer os chamados serviços de balanceamento rápido para o sistema de energia.

É através destes e de outros programas que a Volvo Cars está a investigar a forma como as baterias envelhecem ao serem reutilizadas em funções menos agressivas quando comparadas com a utilização no automóvel. De acordo com a marca, os projetos em curso serão uma mais-valia para se conseguir identificar fontes de receitas futuras e retirar vantagens comerciais com as baterias que terminam o seu ciclo de vida nos veículos elétricos.

No fundo - salienta fonte da Volvo Cars - todos estes programas enquadram-se num objetivo mais alargado de se tornar totalmente circular até 2040. Para alcançar a meta, a empresa acredita que cada peça de um automóvel terá de ser desenhada, desenvolvida e produzida de modo a poder ser reutilizada, quer pela empresa, quer pelos fornecedores, minimizando assim a necessidade de produzir novos materiais e de extrair recursos finitos com vista à eliminação do desperdício. Recentemente, a marca sueca anunciou a poupança anual de cerca de 98 milhões de euros e uma redução de 2,5 milhões de toneladas nas emissões de carbono a partir de 2025, utilizando os princípios da economia circular.

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