Banca admite que precisa de continuar a simplificar tecnologicamente

A tecnologia, nomeadamente a inteligência artificial, é uma ferramenta essencial no contacto com o cliente. Mas há ainda muito a fazer.

Apesar de, num passado recente, e como afirmou Maria José Campos, do Millenium BCP, os bancos terem feito um trabalho extraordinário no redesenho da jornada do cliente, ainda "temos muito a aprender para simplificar o que fazemos na banca", contrapôs Madalena Talone, da CGD.

É certo que a pandemia trouxe uma aceleração do desenvolvimento e adoção de soluções - os pagamentos digitais são um bom exemplo, dado que, segundo palavras de Madalena Cascais Tomé, SIBS, cresceram três vezes mais que os pagamentos físicos. Mas, afirma Madalena Talone, CGD, as operações financeiras não têm de ser complexas.

E isso é importante, o simplificar, oferecer serviços mais simples, para não incorrer no risco de, aliada à iliteracia financeira, se juntar a iliteracia tecnológica. Sobre isso Madalena Talone revelou que já há muitos clientes que usam a figura da assistente virtual para resolver os seus problemas. Uma figura que é potenciada pela inteligência artificial (AI). Aliás, a executiva da SIBS afirma que não acredita que a AI vá substituir os humanos, mas acredita que os humanos que utilizem AI vão substituir os que não a usam.

Sobre o futuro Maria José Campos afirmou que, "o que vai ser relevante vai ser a capacidade de nos diferenciarmos através da personalização e o ter (ou não) soluções que se adaptem aos clientes".

Alexandra Costa é jornalista do Dinheiro Vivo

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