Alívio mínimo nas tabelas de retenção é de 69 cêntimos. Veja as simulações das Finanças

Ministério das Finanças revela simulações para vários escalões de rendimento e agregados com diferentes composições para as novas tabelas de retenção.

Um trabalhador solteiro, sem filhos, com um salário bruto mensal de 685 euros vai receber mais 69 cêntimos por mês com o ajuste feito nas tabelas de retenção na fonte que entram em vigor em janeiro do próximo ano. No final do próximo ano, este "alívio" no IRS representa menos de dez euros (9,59 euros) para este agregado.

A simulação é do Ministério das Finanças e divulgada no dia em que foram publicadas em Diário da República as tabelas de retenção na fonte para 2021, com várias semanas de antecedência, face ao que é normal.

O alívio anunciado pelo Governo que totaliza 200 milhões de euros que ficam no bolso dos contribuintes traduz-se numa redução mensal residual, tal como o Dinheiro Vivo já tinha adiantado na altura da apresentação do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

No caso de um casal, em que os dois elementos estão empregados, com dois filhos e um rendimento mensal bruto de 3.100 euros, o ganho mensal, face a este ano é de 15,50, o que representa um acréscimo de 217 euros no final do ano.

Esta redução nas taxas de retenção na fonte é justificada pelo Governo com um aumento do rendimento dos trabalhadores portugueses. "A aproximação entre o imposto retido e imposto a pagar visa aumentar a liquidez das famílias, sobretudo as de classe média e aquelas cujo rendimento foi afetado em consequência da crise pandémica", refere uma nota do Ministério das Finanças enviada ao Dinheiro Vivo.

"A medida, tal como anunciado no Orçamento do Estado para 2021, terá um grande impacto no rendimento disponível das famílias, de cerca de 200 milhões de euros", sublinha o gabinete do secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais, adiantando que "a publicação destas tabelas ainda em 2020 permite previsibilidade no processamento de salários e pensões, cujos sistemas têm de ser adaptados".

No entanto, é preciso ter em conta que em 2022, no momento em que é feito o acerto de contas com o fisco, as famílias poderão ter um reembolso mais magro, uma vez que a retenção na fonte é um adiantamento de imposto, uma previsão com base em critérios como o dimensão do agregado ou se os dois elementos do casal têm rendimentos.

Veja as simulações elaboradas pelo Ministério das Finanças.

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