A partir de hoje portugueses vão pagar mais pela eletricidade e gás natural

Preços da eletricidade e do gás natural encarecem a partir desta sexta-feira, após agravamentos das tarifas no mercado regulado.

A partir desta sexta-feira, os portugueses vão pagar mais pelo consumo de eletricidade e gás natural, depois da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ter determinado o agravamento das tarifas para o mercado regulado.

De acordo com o estipulado pela ERSE há duas semanas, a fatura da luz vai pesar, pelo menos, mais um euro na carteira das 933 mil famílias que ainda estão no mercado regulado (faturas têm origem na EDP Serviço Universal). O preço da eletricidade vai aumentar 3%, o que se traduz em mais 1,05 euros na fatura mensal de um casal sem filhos, com um contador de 3,45 kVA e um consumo de 1900 kWh/ano . Já para um agregado com dois filhos com um contador de 6,9 kVA e um consumo de 5.000 kWh/ano, o aumento é de 2,86 euros. Estes valores, que configuram o segundo aumento na fatura da luz em 2021, estão em vigor até ao final do ano.

Isentos do crescimento dos custos da luz para o mercado regulado, estão os 5,4 milhões de clientes que estão no mercado livre, pelo menos para quem é cliente da EDP Comercial, Galp, Endesa e Iberdrola, que já fizeram saber que vão manter preços até ao final do ano - também o Governo já prometeu que a luz não vai subir em 2022 no mercado regulado.

A par da luz, também os preços do gás natural vão crescer a partir de hoje. Mas, neste caso, a subida estará em vigor até 30 de setembro de 2022.

A tarifa regulada de gás natural vai agravar 0,3%, o que se traduz num acréscimo de quatro cêntimos para um casal que pague hoje uma média mensal de 10,90 euros por gás natural. No caso de um casal com dois filhos, com um gasto média mensal de 20,23 euros, o agravamento da tarifa representa mais sete cêntimos na fatura do gás.

Não obstante, os cerca de 56 mil consumidores que beneficiam da tarifa social vão beneficiar durante um desconto de 31,2%, entre 1 de outubro deste ano e 30 de setembro de 2022. A benesse representa menos 3,40 euros mensais na fatura de um casal e menos 6,31 euros por mês nos gastos de um agregado familiar com dois filhos.

José Varela Rodrigues é jornalista do Dinheiro Vivo

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