Governo admite subida do preço da luz em 2022, mas garante que será "reduzida"

Secretário de Estado da Energia, João Galamba, diz que ainda é cedo para saber se sobe "1% ou meio% ou se sobre de todo", mas assegura que há "almofadas" que permitem que, a verificar-se, essa subida não seja significativa.

O secretário de Estado da Energia, João Galamba, admitiu esta terça-feira, que o preço da eletricidade pode subir em 2022 para os consumidores domésticos, mas assegurou que, a verificar-se esse aumento, ele será reduzido.

"Tentaremos tudo para que não haja subidas significativas no mercado doméstico da eletricidade. Neste momento não podemos dizer com rigor que não haverá uma subida ou se a subida será de 1%. A única coisa que podemos dizer é que não acontecerá uma subida de 30% ou 40% para os domésticos. E podemos dizer com elevado grau de certeza que as subidas não serão elevadas em 2022", disse na sua intervenção após a apresentação de um estudo da Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN) sobre o impacto das energias renováveis.

De acordo com João Galamba, esta certeza de que a subida dos preços não será significativa assenta nas "características do nosso sistema tarifário" ou seja, "por termos 50% da eletricidade produzida com tarifas fixas, que no passado geravam custos mas agora vão gerar benefícios", mas também por causa do fim do contrato de aquisição de energia do Pego e ainda devido ao "enorme aumento de receitas do fundo ambiental, em virtude da subida dos custos das licenças de emissões de CO2".

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