Corte no programa de apoio aos pobres pode chegar a 10%

Revelação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento Social e Agrário brasileiro

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário brasileiro, Osmar Terra, disse hoje que o programa Bolsa Família, de apoio aos pobres, poderá deixar de existir para 10% dos beneficiários, após uma avaliação ao cumprimento dos critérios.

Em declarações à Globo, o governante explicou que o programa será aprimorado com o cruzamento de diversas bases de dados do governo, para verificar se as cerca de 14 milhões de famílias beneficiárias cumprem a condição de baixo rendimento exigida.

Estudos projetam que 10% dos atendidos estão fora dos critérios, e, segundo Osmar Terra, "se for cruzar todos os dados, pode dar mais, de 20% a 30%".

Porém, alertou, trata-se de "uma população flutuante, que melhora de vida e piora rapidamente".

"O importante é dizer que será um processo gradual, que não prejudicará a população que realmente precisa. Inclusive a família que eventualmente sair do programa terá as portas abertas para voltar, em caso de necessidade", garantiu.

O ministro disse ainda que o reajustamento de 10% no Bolsa Família anunciado a 01 de maio por Dilma Rousseff, Presidente com o mandato suspenso, é para manter, porque até foi disponibilizado dinheiro do orçamento para custear essa medida.

O Programa Bolsa Família tem sido alvo de polémica nas últimas semanas, com a Presidente temporariamente afastada do cargo, após a aprovação do processo de 'impeachment' (destituição), a alertar que o Presidente interino, Michel Temer, iria fazer cortes neste programa, uma das imagens de marca da passagem do Partido dos Trabalhadores pelo poder.

Todavia, desde o primeiro momento, Michel Temer assegurou que, apesar da crise económica no país, não iria fazer cortes no programa, por considerar que a medida deu certo e por o Brasil ser ainda um "país pobre".

Michel Temer tornou-se, quinta-feira, Presidente interino do país, por um período máximo de 180 dias, durante o qual Dilma Rousseff irá a julgamento por suspeitas de irregularidades orçamentais, com despesas não autorizadas.

Dilma Rousseff só será afastada definitivamente se for condenada por uma maioria de dois terços dos senadores.

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