Empate feliz para o Benfica frente a um V. Guimarães que promete

Bruno Lage estreou alguns jogadores como titulares e viu os minhotos, também muito "remendados", serem mais perigosos. Os minhotos podem queixar-se do azar na finalização e o empate 0-0 acaba por ser lisonjeiro para os encarnados no arranque da Taça da Liga. A boa notícia para o Benfica é o regresso de Gabriel, cuja entrada em campo mudou a face da equipa.

Quanto vale a Taça da Liga num calendário tão apertado como é o das equipas que estão a disputar provas da UEFA? A questão é pertinente num dia em que o Sp. Braga emitiu um comunicado a defender o fim desta competição, precisamente por causa da sobrecarga de jogos.

No Estádio da Luz os europeus Benfica e V. Guimarães, ambos muito remendados, não foram além do empate 0-0, num jogo não muito bem jogado, mas que serviu sobretudo para dar ritmo a jogadores que têm tido menos minutos, sobretudo do lado dos encarnados, uma vez que os vimaranenses - mérito do seu treinador Ivo Vieira - tinha rodado bastante a sua equipa nas 14 partidas que tinha disputado, mais seis que a formação de Bruno Lage.

Benfica e V. Guimarães apresentaram apenas três titulares que tinham jogado nas partidas do último fim-de-semana para a I Liga, sendo que os encarnados lançaram Zlobin e Jardel, que ainda não tinham jogado esta época, além de Gedson Fernandes e Caio Lucas, titulares pela primeira vez.

Ataque minhoto esbarrou em Zlobin e nos postes

A maior rotação feita por Ivo Vieira neste início de época terá contribuído para uma evidente superioridade do V. Guimarães durante praticamente toda a primeira parte, durante a qual o Benfica foi uma equipa desgarrada, errática no passe e descoordenada nas transições ofensivas.

Aproveitaram os minhotos, que com um futebol apoiado foram rondando a baliza do estreante Ivan Zlobin, com Davidson e Rochinha causarem os primeiros sinais de perigo. Bruno Lage não gostava do que via e passados cerca de 15 minutos, resolveu fazer um ajuste tático que acabou por equilibrar a equipa, passando Gedson para para junto de Seferovic, enquanto Jota passou para a ala direita. Uma troca que permitiu ao Benfica conseguir subir mais as suas linhas, tendo Jardel e Gedson ficado perto de visar a baliza de Douglas.

Ainda assim, o V. Guimarães continuava a mostrar melhor entendimento entre os seus jogadores e em cima do intervalo dispôs de uma grande oportunidade para passar para a frente do marcador. Valeu primeiro Zlobin a defender em cima da linha um remate de Davidson e depois os remates de Pedro Henrique e Davidson acertaram nos ferros. Muito azar para os minhotos, que mereciam ter ido para o intervalo a vencer.

Gabriel regressou e o Benfica melhorou

Esperava-se um Benfica diferente no segundo tempo, mas com Samaris muito errático no passe, a equipa de Bruno Lage não conseguia assentar jogo. Aproveitou o V. Guimarães que entre os 51 e os 60 minutos esteve perto de chegar ao golo em quatro ocasiões. Não marcou e foi então que o treinador do Benfica lançou em campo Rafa Silva e Gabriel, que regressava aos relvados após um mês e meio de paragem por lesão.

O Benfica conseguiu então equilibrar-se, passando a ter mais critério e assertividade no passe graças a Gabriel e tornando-se mais perigoso nas transições ofensivas por causa de Rafa, mas também pela subida dos jovens laterais Tomás Tavares e Nuno Tavares.

O Vitória pouco mais fez a nível ofensivo, acabando o Benfica por ter estado por quatro vezes perto do golo, sempre a partir de desiquilíbros criados pelos seus laterais, mas é bom frisar que a equipa de Bruno Lage nunca conseguiu ter um caudal ofensivo que deixasse os minhotos aflitos no seu setor mais recuado.

Sim, a Taça da Liga é um palco importante para as equipas europeias darem minutos aos menos utilizados e esta quarta-feira Bruno Lage deverá ter ficado satisfeito por aquilo que os jovens Tavares fizeram e, sobretudo, pelo tão desejado regresso de Gabriel, e com bons indicadores. Já Ivo Vieira terá deixado a Luz com a confirmação de que poderá contar todos os seus jogadores para uma época longa e desgastante, pois matéria-prima não lhe falta para jogar em todos os tabuleiros.

VEJA AQUI OS MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA:

FICHA DO JOGO

Estádio da Luz, em Lisboa (37 507 espectadores)
Árbitro: Rui Costa (Porto)

Benfica - Zlobin; Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares; Gedson Fernandes, Samaris (Gabriel, 65'), Taarabt, Caio Lucas (Raúl de Tomás.81'); Jota (Rafa Silva, 60'), Seferovic.
Treinador: Bruno Lage

V. Guimarães - Douglas; Felaye Sacko, Frederico Venâncio, Pedro Henrique, Florent Hanin; Mikel Agu (André Pereira, 66'), Denis Poha; Rochinha, André Almeida (Lucas Evangelista, 58'), Davidson; Léo Bonatini (Marcus Edwards, 72')
Treinador: Ivo Vieira

Cartão amarelo a Davidson (56'), Taarabt (74') e Felaye Sacko (75')

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