Vieira anuncia renovação com Emirates e exigiu justiça

O presidente do Benfica viu o relatório e contas de 2017/18 aprovado e falou dos casos que afetam o clube: "Este é o tempo da Justiça. Não apenas para o Benfica, mas para todos. E quem tiver de cair, que caia"

Luís Filipe Vieira anunciou esta sexta-feira, em assembleia geral que serviu para aprovar (78,9%) o relatório e contas de 2017/18, a renovação de contrato com a Emirates, por mais três anos, reafirmou que "nada de ilegal" foi feito no Benfica e esclareceu que não fez "a loucura" que prometeu na assembleia geral anterior de ir buscar jogadores ao Sporting porque caiu a direção de Bruno de Carvalho.

Eis as frases mais importantes do discurso do presidente do Benfica:

"Vivemos um momento sem precedentes na nossa história, fruto de vários ataques, uns de origem criminosa e outros motivados pela necessidade de afirmação pessoal. Se as motivações são claras, a origem também o é. Hoje sabemos quem esteve por trás do roubo da nossa correspondência privada e quem a andou a exibir. E, continuando a confiar na Justiça, queremos acreditar que toda a tramoia, montada por aquela aliança, será posta a nu e os seus responsáveis, atuais ou passados, devidamente punidos."

"Este é o tempo da Justiça. Não apenas para o Benfica, mas para todos. E quem tiver de cair, que caia. Limpemos o futebol daquilo que ele não precisa: lama, difamação e descrédito."

"O sentimento que tenho é que temos de jogar o triplo dos outros para ganhar. Mas se for essa a exigência, estaremos à altura do desafio."

"Senti, durante os últimos meses, que estávamos a perder o foco daquilo que são as nossas prioridades. Por isso, e com o apoio unânime da Direção, entendi que era necessário implementar algumas alterações na nossa forma de atuar. Chegou a altura de reforçar a equipa jurídica com reputados especialistas do setor, passando a ser essa equipa que, de forma autónoma, gere e responde em nome do clube e da SAD sobre esses processos."

"Nada foi feito de ilegal neste clube. E por isso, não tememos nenhuma investigação, inquérito ou julgamento agora ou no futuro próximo. Estamos de consciência absolutamente tranquila. Digo-vos isto com a serenidade de quem ganhou todos os processos nas decisões finais. Podem estar certos de que será feita justiça e se provará que não cometemos qualquer tipo de ilegalidade. Confiamos na Justiça! E por isso exigimos que se faça justiça."

"Hoje, o Benfica clube e a Benfica SAD são instituições sólidas e sustentáveis. Estamos absolutamente empenhados, todos os dias, para merecer a confiança dos nossos associados, simpatizantes, parceiros, patrocinadores e acionistas. E é por isso com orgulho que vemos todos os nossos parceiros, numa prova de confiança, a continuar connosco esta caminhada. E é por isso e com orgulho que dou aqui hoje a novidade de que ontem celebrámos o acordo de renovação por mais 3 anos com um dos nossos principais patrocinadores, a Emirates."

"Esta semana fizemos um forte e simbólico evento onde o Luisão quis anunciar o fim da sua carreira de futebolista, juntando sobretudo os seus colegas e a sua família. Agora, a grande homenagem, claro que será feita, conforme vontade expressa pelo próprio Luisão, num grande jogo no Estádio da Luz, entre o Benfica e outra equipa constituída pelos principais jogadores que no passado foram companheiros de Luisão."

"Tenho também o dever de vos dar uma explicação é sobre uma 'pequena loucura' que pensei cometer há três meses. Loucura que abandonei. A explicação é simples. O contexto mudou entre o dia da última Assembleia Geral e o fecho do mercado. Quem, ali do outro lado, tinha definido o ataque ao Benfica como principal instrumento da sua promoção individual, foi corrido pelos que achava serem seus. Face à mudança de circunstâncias, e porque no Benfica não nos afirmamos pelo ódio aos nossos adversários, decidi alterar a minha vontade. Esta explicação é-vos devida."

"Temos grupos organizados de sócios, todos devidamente inscritos e com Red Pass no nosso Estádio, com quotas em dia e que pagam os seus bilhetes para os jogos fora. Não temos pretensas claques ditas legalizadas em que verificamos que só uma percentagem ínfima está registada e muitos deles nem sócios são dos seus clubes. Se pretendemos melhorar a lei, façamo-lo de forma constitucional."

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