Velório de Maradona termina com confrontos e família inicia cortejo fúnebre

Vários adeptos invadiram a Casa Rosada, palácio do governo e onde estava o corpo de Maradona em câmara ardente, com o caixão a ter de ser retirado, ficando sobre proteção de militares

O velório do ex-futebolista argentino Diego Maradona terminou com confrontos entre a polícia e adeptos, com a família a decidir iniciar o cortejo fúnebre para o cemitério.

Vários adeptos invadiram a Casa Rosada, palácio do governo e onde estava o corpo de Maradona em câmara ardente, com o caixão a ter de ser retirado, ficando sobre proteção de militares.

A polícia foi obrigada a utilizar balas de borracha, bombas de gás lacrimogéneo e jatos de água para afastar a multidão, com a família de Maradona a decidir terminar o velório e começar o cortejo para o cemitério.

Os adeptos forçaram uma das portas de entrada, derrubando o pessoal de segurança, além de saltarem as grades que protegem a sede do governo. Apesar da intervenção das autoridades, cerca de 200 pessoas entraram no local.

Estes incidentes aconteceram depois de a família de Maradona ter decidido alargar o horário do velório por mais três horas, para permitir que mais pessoas pudessem prestar a última homenagem a 'El Pibe' e terminar com a confusão em redor da Casa Rosada.

Os adeptos que iriam ficar fora da homenagem acabaram por reagir com violência, atirando pedras e garrafas contra as autoridades, que responderam com balas de borracha e gás lacrimogéneo.

Dentro da Casa Rosada, o Presidente da Argentina, Alberto Fernández, avaliava como poderia continuar a homenagem a Maradona, mas a família decidiu terminar o velório e iniciar o cortejo fúnebre até ao cemitério Jardín Bella Vista, a 40 quilómetros de Buenos Aires.

Maradona, considerado um dos melhores futebolistas da história, morreu na quarta-feira, aos 60 anos, anunciou o advogado e amigo Matías Morla.

Segundo a imprensa argentina, Maradona, que treinava os argentinos do Gimnasia de La Plata, sofreu uma paragem cardíaca na sua vivenda em Tigre, na província de Buenos Aires.

A sua carreira de futebolista, de 1976 a 1997, ficou marcada pela conquista, pela Argentina, do Mundial de 1986, no México, e os dois títulos italianos e a Taça UEFA vencidos ao serviço dos italianos do Nápoles.

O Presidente argentino, Alberto Fernández, decretou três dias de luto nacional pela morte de Maradona, cujas cerimónias fúnebres vão decorrer até sábado, na Casa Rosada, a sede do governo do país.

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