Varandas reage a castigo: "Já ouvi cânticos que reproduzem o som de um homicídio"

Presidente do Sporting lamenta o timing do castigo imposto pelo Conselho de Disciplina da federação, ao interditar o Pavilhão João Rocha por quatro jogos à equipa de futsal.

Frederico Varandas, presidente do Sporting, reagiu esta quinta-feira à interdição do Pavilhão João Rocha por quatro jogos devido a incidentes em duas partidas, que foi decretada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

Em Almaty, no Cazaquistão, onde está a acompanhar a equipa de futsal Leonina em mais uma final four da UEFA Futsal Champions League, o líder leonino considerou que esta é uma boa "oportunidade para se refletirem vários aspetos": "Um deles o timing. Transmiti isto às pessoas da Federação Portuguesa de Futebol e um dos critérios por onde se avalia a justiça junto de um cidadão é a celeridade no processo. Estamos a falar de um caso que remonta a outubro de 2018, praticamente há oito meses. São precisos oito meses para sair a sentença. Depois dá azo a coincidências infelizes. A sentença sai numa data que diz muito ao Sporting e ao desporto português. Acho importante rever todos os regulamentos para que não se repita. A justiça precisa de funcionar com celeridade no processo."

Frederico Varandas repudiou o castigo e deu mesmo exemplos de outras situações que se têm passado e que não são alvo de castigos por parte da FPF. "É necessário perceber o que envolve este castigo de quatro jogos. Agora a fasquia está muito alta. Só hoje tive noção do que está a envolver este castigo. Por quatro vezes, esta época, em pavilhões e recintos desportivos, assisti presencialmente ao que tem acontecido ano após ano, onde ouvimos cânticos que reproduzem o som de um homicídio de uma pessoa. Nem deveríamos estar a falar de suspensão de recintos. Pessoalmente, acredito que seria melhor suspender o jogo e retirar esses selvagens de qualquer recinto desportivo. Estamos a falar de um homicídio. A fasquia está muito alta e o Sporting vai estar atento a estes incidentes", referiu.

O Sporting já tinha anunciado na quarta-feira que considerava "absolutamente incompreensível a anunciada decisão da Federação Portuguesa de Futebol de interditar o Pavilhão João Rocha para os jogos de futsal". "São inconcebíveis as razões invocadas para tal deliberação, quando assistimos, noutros pavilhões e estádios, a recorrentes e impunes insultos, cuspidelas, agressões aos nossos atletas, treinadores e dirigentes, assim como a cânticos e assobios que exultam a mortes de pessoas", lia-se no comunicado divulgado pelos leões.

Em causa estão dois jogos realizados em outubro de 2018, frente a Burinhosa e Sp. Braga, com cada uma a valer dois jogos de suspensão. Nas partidas em causa, foram registados insultos homofóbicos a um jogador do Burinhosa e a um guarda-redes dos bracarenses.

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