Dragão em sobressalto segura a vitória e o apuramento

Após uma primeira parte louca, com quatro golos em oito minutos, o FC Porto acabaram por vencer o Feyenoord por 3-2. E como na Escócia se registou um empate entre Rangers e Young Boys, a equipa de Sérgio Conceição acaba por vencer o grupo G e garantir o estatuto de cabeça-de-série no sorteio dos 16 avos-de-final da Liga Europa.

Quem diria. Após tantas dificuldades, o FC Porto acabou por conseguir o apuramento para os 16 avos-de-final da Liga Europa mas também ficou em primeiro lugar do grupo G, o que lhe vale o estatuto de cabeça-de-série no sorteio de segunda-feira. É que ao mesmo tempo que vencia o Feyenoord, no Dragão, por 3-2, na Escócia, o Rangers cedia um empate 1-1 nos instantes finais frente ao Young Boys e caiu para o segundo lugar.

O jogo desta quinta-feira foi bem o espelho daquilo que foi a participação da equipa de Sérgio Conceição na fase de grupos. Uma constante intranquilidade e irregularidade, que ainda assim não impediu de vencer o Feyenoord por 3-2, com muito sofrimento à mistura.

Para este jogo decisivo, Sérgio Conceição fez regressar Mateus Uribe à titularidade pela primeira vez depois do problema disciplinar que o afastou da equipa. A ele juntou-lhe Luis Díaz, que acabou por ser um dos jogadores mais desequilibradores dos dragões, a par de Soares.

Só que a primeira parte arruma com qualquer estratégia que os treinadores possam ter na abordagem ao jogo, pois em oito minutos marcaram-se quatro golos. Uma autêntica loucura potenciada pelos vários erros defensivos que se foram registando dos dois lados.

Os dragões começaram praticamente com um remate perigoso de Luis Días. Só que a partir desse momento, o Feyenood tomou conta da partida, com um futebol apoiado à procura de criar espaços entre Jesús Corona, que voltou a ser defesa-direito, e Pepe.

Oito minutos loucos

No entanto, os holandeses depressa mostraram ser uma equipa desequilibrada e praticamente na primeira vez que os portistas fizeram uma transição rápida, Marega e Alex Telles criaram espaço e o brasileiro cruzou para Luis Díaz rematar forte, com o guarda-redes Marsman a deixar escapar a bola por baixo do corpo.

Nem deu tempo para respirar, e dois minutos depois Soares surgiu a cruzar rasteiro para a pequena área e Malacia desviou para a própria baliza quando tentava controlar a bola. O mais difícil estava feito. O FC Porto estava com uma vantagem de 2-0 e a partir daquele momento bastava "apenas" controlar o jogo para garantir o apuramento.

Só que nada disso aconteceu. Na sequência de um canto, a defesa portista errou na marcação e lá apareceu Eric Botteghin a cabecear para o golo. A bola foi ao centro e logo a seguir foi Sam Larsson a aproveitar mais um erro de marcação, agora de Pepe, para desviar para o empate.

Sérgio Conceição estava desesperado no banco de suplentes. Não era caso para menos. O FC Porto tinha perdido uma vantagem confortável num piscar de olhos. E quando se percebia que o Feyenoord tinha muitas dificuldades na organização defensiva, sobretudo quando os portistas metiam velocidade no jogo.

Soares faz o terceiro golo

Apesar do revés, os dragões não perderam o discernimento e logo a seguir criaram mais uma oportunidade para marcar, mas Sinisterra caiu sobre a bola tocando-a com as mãos, mas o árbitro não viu razões para penálti.

Percebia-se que a manter-se a forma como as equipas estavam em campo, os dragões teriam mais oportunidades para chegar ao golo, que acabou por acontecer por Soares, num lance em que Marega fugiu pela direita, cruzou para o remate de Otávio, com o guarda-redes a deixar escapar a bola... em cima da linha de golo Soares entrou com tudo para fazer o 3-2, num lance que motivou protestos dos holandeses.

Após uma primeira parte louca, esperava-se que as coisas ficassem mais calmas após o intervalo. E assim foi nos primeiros 20 minutos. O FC Porto passou a controlar melhor, com os seus jogadores melhor posicionados, impedindo as trocas de bola do Feyenoord na sua zona de construção.

O poste e Marchesín salvador

Os holandeses procuravam soluções com remates de longe, até que aos 70 minutos, ao tentar cortar um cruzamento, Corona quase fez um autogolo, desviando a bola para o poste. É nesse momento que Dick Advocaat, treinador do Feyenoord, arrisca tudo com as entradas de Narsingh e Ayoub.

A partir desse momento voltou a intranquilidade ao reino de dragão, valendo Marshesín a negar o empate a Narsingh com uma grande defesa. À semelhança do que aconteceu no primeiro tempo, os holandeses voltaram a trocar a bola à vontade, em progressão, obrigando o FC Porto a errar nos posicionamentos, o que valeu alguns assobios dos adeptos...

Sabendo que o apuramento estava na mão, Sérgio Conceição lançou em campo Mbemba para fechar ainda mais os caminhos para a sua baliza. O Feyenoord acabou o jogo a despejar bolas para a área portista, mas já sem grande convicção, afinal precisava de dois golos para ganhar e continuar em prova.

Veja aqui os golos:

1-0, Luis Díaz

2-0, Malacia (pb)

2-1, Botteghin

2-2, Sam Larsson

3-2, Soares

FICHA DO JOGO:

Estádio do Dragão, no Porto (28 507 espectadores)
Árbitro: Deniz Aytekin (Alemanha)

FC Porto - Marchesín; Jesús Corona, Pepe, Marcano, Alex Telles; Otávio, Danilo Pereira, Uribe, Luis Díaz (Sérgio Oliveira, 74'); Soares (Zé Luís, 74'), Marega (Mbemba, 84')
Treinador: Sérgio Conceição

Feyenoord - Marsman; Geertruida, Senesi, Botteghin, Malacia; Leroy Fer, Toornstra (Ayoub, 72'), Kökçü (Renato Tapia, 76'); Berghuis, Sinisterra (Narsingh, 72'), Sam Larsson
Treinador: Dick Advocaat

Cartão amarelo a Otávio (9'), Berghuis (45'+2), Marchesín (80'), Jesús Corona (83'), Botteghin (90'+1)

Golos: 1-0, Luis Díaz (14'); 2-0, Malacia (16' pb); 2-1, Botteghin (19'); 2-2, Sam Larsson (22'); 3-2, Soares (34')

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