UEFA quer equipas na Europa por mérito desportivo mesmo que as ligas não acabem

Organismo reuniu-se esta quinta-feira com as 55 federações. Voltou a afirmar que cenário ideal é que os campeonatos terminem, mas caso não seja possível deixou nas mãos de cada país o critério para eleger os clubes que vão às provas europeias. Mas há regras...

O Comité Executivo da UEFA reuniu-se nesta quinta-feira com representantes das 55 federações europeias através de vídeoconferência e voltou a repetir o que já vai dizendo há algum tempo, ou seja, que devem ser feitos todos os esforços para os campeonatos serem concluídos até ao dia 3 de agosto, de forma a não atrasar o normal desenrolar da próxima temporada. Mas deixou algumas indicações no caso de alguns campeonatos não poderem ser terminados.

Sublinhando que "a saúde de jogadores, espectadores e todos os envolvidos no futebol, bem como o publico em geral, deve continuar a ser a preocupação principal neste momento", a UEFA refere que o cenário ideal, caso a situação de pandemia o permita, "é terminar as competições nacionais atualmente suspensas, permitindo aos clubes apurarem-se para as competições de clubes da UEFA com base no mérito desportivo, tal como no formato original". Caso não seja possível, o organismo que rege o futebol europeu, sugere que "as competições suspensas fossem reatadas com um formato diferente, por forma a facilitar que os clubes se qualificassem com base no mérito desportivo".

Caso nenhum destes cenários seja possível, ou seja, um determinado campeonato não poder mesmo ser concluído, a UEFA diz que caberá à federação local "escolher outro meio para indicar representantes nas provas europeias, desde que seja transparente" e mais uma vez com base no mérito desportivo e não em qualquer ranking. Caso isso não aconteça, "a UEFA reserva-se o direito de não aceitar". Recorde-se que países como Bélgica, Holanda e Escócia já tornaram público que os respetivos campeonatos podem não ser reatados, devido às normas dos respetivos governos.

"O procedimento para a escolha de clubes deve basear-se em princípios objetivos, transparentes e não discriminatórios. Em última instância, as federações e ligas devem ter a capacidade para decidir a classificação final das suas competições nacionais, sempre tendo em conta as circunstâncias específicas de cada competição", refere a UEFA em comunicado.

Ainda sobre as vagas elegíveis para as competições europeias nos casos de países que não terminem os respetivos campeonatos, o organismo deixou o seguinte recado: "A UEFA reserva-se o direito de recusar ou avaliar qualquer clube proposto por uma federação cuja competição nacional tiver terminado de forma prematura nos seguintes casos: as competições nacionais não terem terminado prematuramente com base nos motivos enumerados nestas diretrizes da UEFA ou com base em qualquer outro motivo legítimo de saúde pública; os clubes terem sido escolhidos após um procedimento que não tenha sido objetivo, transparente e não discriminatório, dessa forma não se considerando que os clubes escolhidos se qualificaram com base no mérito desportivo; exista a perceção pública de injustiça na qualificação do clube."

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