UEFA e clubes de elite preparam em segredo revolução na Champions

Entre as alterações em discussão incluem-se um sistema de descida de divisão e a mudança dos jogos para o fim-de-semana

A remodelação da Liga dos Campeões está em curso. A UEFA e os principais clubes europeus estão a discutir mudanças no formato. Esta terça-feira realiza-se uma reunião entre o organismo europeu e os clubes, de acordo com o The Wall Street Journal. É uma das mudanças em curso no mundo do futebol depois de na semana passada a FIFA ter anunciado os seus planos para alargar o Mundial de Clubes a 24 equipas, alteração a que a UEFA se opõe.

O jornal financeiro norte-americano revelou que a reunião secreta entre a UEFA e a ECA (Associação Europeia de Clubes) terá lugar na terça-feira na cidade suíça de Nyon e que contará com a presença de executivos das grandes equipas europeias, que durante anos têm pedido uma reestruturação do sistema de forma a aumentar as receitas que agora são consideradas insuficientes.

Fontes da UEFA confirmaram a reunião ao The Wall Street Journal, na qual haverá um processo de discussão de ideias para estabelecer o novo formato. A publicação já revela várias alterações que apontam todas num sentido: a criação de uma Superliga europeia para os clubes de elite. Não é ainda claro que os clubes portugueses possam ter lugar nessa futura competição.

Tudo indica que será desenhado um modelo restritivo da Liga de Campeões, com semelhanças com a Euroliga de basquetebol, em que há acesso limitado e com a competição a tornar-se semi-privada. Outra ideia é jogar nos fins-de-semana, até um total de 18 jogos por ano. Isso implicaria um aumento nos jogos do torneio e, em paralelo, a redução de jogos dos troféus nacionais.

Esta última proposta é a que gera mais dúvidas, com as ligas nacionais a temerem que esse rumo possa ameaçar diretamente a sobrevivência e atratividade. Mas isto colide com o interesse da maioria dos grandes clubes, especialmente os das ligas que competem com a Premier League e têm que enfrentar o poder das equipas inglesas, com maiores receitas. Estes clubes vêem na nova Champions uma forma de encurtar a distância e equilibrar as condições económicas.

De qualquer forma, nada disto deve acontecer, pelo menos, até 2024, data até à qual o calendário internacional aprovado conjuntamente pela UEFA e pela ECA é válido.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG