Treinador do Marítimo paga avião privado para regressar à Madeira

José Gomes revela as dificuldades que sentiu para voltar ao Funchal para retomar os trabalhos no comando da sua equipa.

José Gomes, treinador do Marítimo, revelou através da sua assessoria de imprensa que teve de alugar um avião particular para conseguir regressar à Madeira a tempo do reinício dos trabalhos do clube da I Liga.

"Com os voos do Porto cancelados e com os de Lisboa a passaram a dois ou três por semana. Depois de não haver oportunidade de voar a 16, 18, 21, 23, 25 e 28 de abril, disseram-me que só podia voar a 2 de maio. Para atenuar a minha ausência, e sabendo que tinha de cumprir quarentena na Madeira, vim num voo privado, pago por mim, só com as presenças do piloto e do copiloto", explicou o treinador de 49 anos, que após ter sido decretado o estado de emergência, no início de março, regressou a Matosinhos para estar junto da família.

José Gomes revelou ainda toda a sequência de acontecimentos antes da viagem para o Funchal. "Fui para o aeroporto e viajei com máscara e luvas. Igualmente por minha iniciativa paguei o teste ao covid-19, cujo resultado foi negativo, que reencaminhei para o médico do Marítimo e que, depois, fez chegar às entidades competentes da Madeira", explicou, assegurando que "o respeito" que tem pelo Marítimo fez com que "assumisse na integra as despesas desta viagem".

"O Marítimo não tem culpa nenhuma disto e eu também não", garantiu, esclarecendo que só aceitou viajar "depois de conhecer o resultado do teste, assegurando desta forma o seu bom estado de saúde e em nenhum momento correr qualquer risco de prejudicar o excelente trabalho do Governo Regional, da Direção Regional de Saúde e do esforço de todos os madeirenses".

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