Sá Pinto enfrenta adeptos do Vasco da Gama após invasão do treino

"Se não tiver condições vou embora", disse o treinador português, defendendo os jogadores e garantindo que acredita ser possível reverter a posição de descida de divisão.

Em risco de descer de divisão e deixar o Brasileirão, o clima no Vasco da Gama já anda turvo há algum tempo. Esta quinta-feira, membros de grupos organizados de adeptos do clube invadiram o centro de treinos para cobrar dos jogadores e do técnico Ricardo Sá Pinto. O português enfrentou os invasores e rebateu as criticas e os ataques verbais a Talles Magno e ao capitão Leandro Castan.

As imagens mostram os líderes do protesto a exigir explicações ao treinador, que garantiu tem um "grupo fantástico" e que se tiver impressão de que não pode ajudar a salvar o Vasco da descida de divisão, então sairá. "Pela minha felicidade e digo-o de coração: não vejo esta gente [jogadores] a facilitar em nada. Durante a semana no trabalho, na alimentação, no descanso e na vida privada. Tenho um grupo fantástico. Eu sou o máximo responsável. Quando eu não tiver condições sou o primeiro a ir embora. A gente tem condições. Calma, calma, calma. Há um conjunto de fatores que não nos tem sido favorável. Temos tido azar em alguns jogos", disse Sá Pinto ao grupo de adeptos descontentes.

A derrota (0-1) com o Defensa y Justicia, que ditou a eliminação do Vasco da Taça-Sul americana e a goleada sofrida (4-0) na visita ao Grémio, no último domingo, deixaram os adeptos em ebulição. "Apoiamos, avisamos e cobramos. Vocês não nos deram ouvidos e fugiram do maior património, que somos nós, os adeptos. Hoje, fizemos uma visita surpresa", explicaram os organizadores da invasão, avisando: "Não aceitaremos outro resultado do que a vitória contra o Fluminense."

Já o clube repudiou os acontecimentos e garantiu que já tomou medidas para que tal não volte a acontecer. "O Club de Regatas Vasco da Gama compreende a insatisfação de seus adeptos e entende que os resultados em campo estão aquém do esperado, mas é absolutamente injustificável que jogadores e comissão técnica sejam ameaçados e intimidados em seu local de trabalho. O futebol brasileiro já deu inequívocas provas de que este tipo de ação, além de ilegal, não surte qualquer efeito prático positivo", lamentou o clube em comunicado, garantindo ainda que já foram tomadas "providências" para que episódios como este não se voltem a repetir.

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