Ronaldinho quebra o silêncio sobre a prisão

Antigo jogador do Barcelona foi detido, juntamente com o irmão, no dia 5 de março, por uso de documentos falsos. Cumpre prisão domiciliária num luxuoso hotel em Assunção.

"Foi um duro golpe", admitiu Ronaldinho sobre a detenção no Paraguai. O antigo jogador foi detido em Assunção, juntamente com o irmão no dia 5 de março e acusado de falsificação de documentos. Após um dia de liberdade, voltou a ser detido, ficando numa cadeia de segurança máxima até ao dia 7 de abril, quando o juiz concedeu a liberdade condicional mediante o pagamento de uma caução no valor de 1,5 milhões de euros. Desde então cumpre a sentença no luxuoso hotel Palmaroga, onde ele e o irmão são os únicos hóspedes.

"Foi um golpe duro. Nunca imaginei que passaria por uma situação assim. Toda a vida procurei chegar ao mais alto nível profissional e levar alegria às pessoas com o meu futebol", disse o antigo jogador em entrevista ao jornal do Paraguai ABC Color.

O brasileiro contou ainda como foi recebido no presídio e como o futebol nunca deixou de fazer parte do seu dia-a-dia. "Todas as pessoas com quem tive a oportunidade de conviver na Agrupação receberam-me com carinho. Jogar futebol, dar autógrafos, ser fotografado, faz tudo parte da minha vida, não tinha nenhum motivo para deixar de fazer essas coisas. Ainda para mais com pessoas que estavam a viver um momento difícil como eu", confessou.

Ronaldinho pode apanhar até cinco anos de cadeia e quando questionado sobre o que espera da justiça paraguaia, o ex-jogador respondeu: "Espero que possam usar e confirmar tudo o que entregámos sobre a nossa posição no caso e que possamos sair dessa situação o mais rápido possível."

Sobre os documentos paraguaios, garantiu que não sabia que eram falsos, mas também não explicou porque usava documentos paraguaios, sendo ele brasileiro. "Ficamos totalmente surpreendidos ao saber que os documentos não eram legais. Desde que isso aconteceu, nossa intenção foi colaborar com a Justiça para esclarecer isso. Até hoje, explicamos tudo e facilitamos tudo o que a Justiça nos solicitou", respondeu, admitindo que tem "fé" que a situação se resolva e ele possa voltar para casa. "A primeira coisa que farei é dar um beijo à minha mãe. Ela vive dias difíceis desde o início da pandemia de covid-19 em sua casa. Depois irei absorver o impacto que esta situação gerou e seguir adiante com fé e força", disse Ronaldinho.

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