Rogério Alves promete segurança na AG. Bruno de Carvalho pode falar 15 minutos

Presidente da Mesa da Assembleia Geral dos leões falou sobre a reunião deste sábado que vai decidir sobre a manutenção ou não das suspensões de sócio de Bruno de Carvalho e outros elementos da sua direção. Visados podem estar presentes e falar durante 15 minutos.

Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting (MAG), falou esta terça-feira em conferência de imprensa sobre os moldes em que se vai realizar a Assembleia Geral do próximo sábado, às 14.30, no Pavilhão João Rocha, que vai deliberar sobre os recursos interpostos pelo anterior presidente Bruno de Carvalho e outros elementos da sua direção que foram suspensos de sócios. Na prática, os sócios leoninos vão discutir e votar se as sanções disciplinares se mantêm (no caso de Bruno de Carvalho a suspensão de sócio é de um ano) ou não. Os visados podem estar presentes e falar durante 15 minutos. Fonte próxima de Bruno de Carvalho disse ao DN que o ex-líder leonino ainda não decidiu se vai.

"Nunca na história do Sporting se realizou uma Assembleia Geral com esta finalidade, de apreciar e deliberar sobre os recursos interpostos sobre processos disciplinares. Ou seja, será uma AG inédita com um objeto nunca antes analisado. Vamos debater, trocar pontos de vista e deliberar. Depois os sócios serão chamados a votar se as sanções aos visados se mantêm ou não", explicou o líder da MAG.

Um dos aspetos focados várias vezes por Rogério Alves foi a segurança, até porque na última AG, para apreciação das contas, um reduzido grupo de sócios afetos a Bruno de Carvalho causou alguns incidentes da reunião magna. E estando no ponto de trabalhos o tema sensível das suspensões do anterior presidente e outros elementos da sua direção, o alerta será maior. "Espero que seja uma reunião pacífica e estamos a criar condições de segurança para que todos os sócios possam participar, ouvir a troca de ideias e votar de forma livre. Recordo que este órgão é soberano para manter o processo disciplinar ou revogar a decisão aplicada, por isso espero que seja conclusivo daquilo que for a maioria dos votos dos sportinguistas", garantiu.

Rogério Alves anunciou que a segurança para a AG de sábado estará a cargo da empresa privada que trabalha para o Sporting, em conjunto com a Polícia de Segurança Pública (PSP). Mas deixou um pedido aos sócios: "Estamos a fazer uma forte aposta na segurança. Queremos que a segurança comece e acabe no comportamento das pessoas. E eu penso que os sócios do Sporting são pessoas pacíficas. Prevendo que possam surgir incidentes, estará montado um esquema de segurança com a PSP a garantir a segurança pública. O esquema de segurança será estabelecido pelas duas entidades [empresa de segurança privada e PSP].

Além de Bruno de Carvalho, a AG vai deliberar sobre as suspensões de sócios de Alexandre Godinho, Carlos Vieira, Rui Caeiro, José Quintela e e Luís Gestas, todos ex-elementos do anterior Conselho Diretivo. Na mesma reunião será igualmente votada a expulsão de Elsa Judas e Trindade Barros, membros da Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral que foram sancionados pela Comissão de Fiscalização.

Visados têm 15 minutos para falar

O ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, bem como os outros sócios visados pelas suspensões e expulsões que vão ser votadas na Assembleia Geral (AG) de 15 de dezembro, pode intervir 15 minutos durante a sessão. "Os estatutos do Sporting não definem se as pessoas suspensas podem ou não participar na AG. Mas a AG decidiu que sim. Claro que é uma decisão com caráter excecional, porque se estão suspensas não deveriam participar", afirmou hoje Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube leonino.

O responsável explicou que a decisão da AG teve em conta dar a "possibilidade do contraditório" aos sócios em causa, pelo que, no que toca aos sócios suspensos, "foi permitida a sua participação para fazerem uma intervenção de 15 minutos na qual poderão dizer o que entendem" sobre a sanção que sobre eles recai. "É esse o comportamento adequado num clube democrático, de um país democrático, de um continente democrático", sublinhou Rogério Alves, elucidando que, "no caso das pessoas que foram expulsas, o recurso para a AG tem um efeito suspensivo [da sanção]", isto é, continuam sócios de pleno direito até à decisão formal da reunião magna.

Por isso, a AG considera que, no que toca aos dois casos de expulsão, os sócios em causa "podem dirigir-se à AG para exporem os seus pontos de vista", frisou o dirigente. De resto, Rogério Alves clarificou que "relativamente ao presidente anterior, o que vai ser deliberado, é a suspensão de Bruno de Carvalho", e não a expulsão como tem sido noticiado em diversos órgãos de comunicação social.

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