Quase fez história. João Almeida foi segundo na 1.ª etapa do Giro

O ciclista da Deceuninck-QuickStep quase fazia história na sua estreia nas grandes Voltas mas vai cumprir o sonho de envergar a camisola branca da juventude. Vitória no contrarrelógio foi para o atual campeão do mundo desta especialidade, Filippo Ganna, da Ineos, que vestirá a camisola rosa.

O português João Almeida (Deceuninck-QuickStep) esteve neste sábado muito perto de vestir a primeira camisola rosa da Volta à Itália em bicicleta, mas viu o sonho ser-lhe tirado pelo campeão do mundo de contrarrelógio.

O jovem português esteve sentado na cadeira do líder durante grande tempo, mas viu o italiano Filippo Ganna (Ineos) voar para o triunfo no dia em que estreou a camisola de campeão do mundo da especialidade, num 'crono' marcado por condições atmosféricas instáveis, com muito vento, que prejudicou os últimos ciclistas a irem para a estrada. Perdeu por 22 segundos.

"Tinha noção de que estava a fazer um bom tempo, mas daí a fazer segundo não tinha muita expectativa", referiu Almeida, que terminou com o mesmo tempo do dinamarquês Mikkel Bjerg (UAE-Emirates), terceiro.

O desempenho deixou, para Almeida, "uma sensação muito boa", que lhe dá "mais confiança", considerando "um excelente começo" para a sua estreia numa prova de três semanas.

"Nunca estive numa prova de três semanas. [Os portugueses] Não podem ter expetativas muito altas, apenas posso dizer que vou dar o meu melhor pela minha equipa e pelo meu país", assumiu.

Ruben Guerreiro (Education First), o outro português na 'corsa rosa', foi 85.º classificado no contrarrelógio, a 1.37 minutos de Ganna.

Oito dias depois de se ter sagrado campeão do mundo de contrarrelogio, em Imola, também em Itália, Ganna gastou 15.24 minutos para completar os 15,1 quilómetros entre Monreale e Palermo, menos 22 segundos do que Almeida e do que Mikkel Bjerg (UAE-Emirates), num pódio composto por ciclistas com menos de 25 anos.

"Estou muito feliz. Esta camisola é fantástica para mim, e a minha equipa também vai estar feliz. Queria agradecer-lhes muito por todo o apoio que me deram para chegar à rosa no Giro", referiu Ganna, de 24 anos.

A Ineos acabou por ter um dia muito positivo, pois, além do triunfo de Ganna, viu o britânico Geraint Thomas ganhar tempo a todos os grandes candidatos ao triunfo final.

O vencedor da Volta a França em 2018 terminou o 'crono' na quarta posição, a 23 segundos do seu colega de equipa, ganhando 26 segundos ao seu compatriota Simon Yates (Mitchelton-Scott).

Piores foram as prestações do italiano Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), vencedor do Giro em 2013 e 2016, que perdeu 1.06 minutos para Thomas, do dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana), que cedeu 1.24, e do polaco Rafal Majka (Bora-Hansgrohe), que já está a 1.37 do britânico.

O colombiano Miguel Angel Lopez (Astana), terceiro no Giro em 2018, terminou a sua corrida apenas nove quilómetros depois de ir para a estrada, ao sofrer um aparatoso acidente, quando perdeu o controlo da sua bicicleta, acabando por ser transportando para o hospital.

No domingo corre-se a segunda etapa, entre Alcamo e Agrigento, com os ciclistas a terem de ultrapassar duas contagens de montanha de quarta categoria, a última coincidente com a meta.

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