Presidente do Flamengo diz que Jesus pediu muito dinheiro para renovar contrato

Apesar das exigências, Rodrigo Landim está otimista no que diz respeito a um acordo com o treinador português. "As conversas estão muito bem encaminhadas", garante.

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, mostrou-se esta sexta-feira otimista quanto à renovação de contrato com Jorge Jesus, apesar de o treinador português ter colocado em cima da mesa valores salariais que o dirigente diz serem incomportáveis para o clube do Rio de Janeiro.

"Estamos a conversar, porque ele foi muito além da capacidade do Flamengo. Não questiono nunca aquilo que uma pessoa pede, seja um jogador ou um técnico, principalmente quando se trata de um profissional da qualidade do Jesus", afirmou o presidente do Flamengo à Fox Sports Rádio.

"Quem sou eu para dizer-lhe se o contrato dele vale ou não vale determinado valor? O Jorge Jesus vale muito dinheiro, o problema é saber se o Flamengo tem condições para pagar e ele entender que, se quiser ficar no clube, tem de se adaptar à nossa capacidade financeira", acrescentou Landim, admitindo que o treinador português "vale todo o dinheiro do mundo", afinal conquistou os últimos cinco títulos do clube, entre os quais a Taça Libertadores e o Brasileirão.

"Para mim é quase um Messi, eu diria, para nós, rubro-negros, é um Messi entre os treinadores do mundo. O Flamengo não pode ter o Messi... Eu adoraria, mas não temos capacidade. Jesus tem o direito de pedir quanto quiser, mas o Flamengo acredita que, nas nossas conversações, vamos chegar a um denominador comum", sublinhou o líder flamenguista, bastante otimista, até porque "as conversas estão muito bem encaminhadas".

"Tenho absoluta convicção que vamos chegar a um entendimento. Falta acertar os últimos detalhes", frisou, recordando que "foi uma ótima decisão quando Flamengo e Jesus resolveram unir-se", pois "foi uma parceria de enorme sucesso".

Refira-se que o contrato termina no final de maio. Jorge Jesus chegou a Lisboa na passada terça-feira para estar junto da família neste período de isolamento por causa do coronavírus e não tem data prevista para regressar ao Brasil, uma vez que as competições encontram-se suspensas.

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