Presidente do Comité Olímpico do Japão acusado de irregularidades abandona cargo

O presidente do COJ, considerado um dos principais artífices da vitória da candidatura nipónica, está a ser investigado pelas autoridades francesas por corrupção ativa.

O presidente do Comité Olímpico Internacional do Japão, Tsunekazu Takeda, investigado em França sobre a alegada compra de votos no processo de candidatura de Tóquio aos Jogos Olímpicos de 2020 anunciou que abandona o cargo em junho.

Takeda, 71 anos, transmitiu esta terça-feira a decisão durante um encontro do Comité Olímpico, uma semana depois das primeiras notícias que antecipavam que o responsável tencionava abandonar o cargo que ocupa desde 2001.

"Penso que a decisão mais conveniente é retirar-me do comité japonês e do Comité Olímpico Internacional (COI)", afirmou Takeda, de 71 anos, no final de uma reunião realizada em Tóquio.

Takeda, que preside ao COJ desde 2001, considerou que a saída não terá efeitos negativos na organização dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que decorrerão entre 24 de julho e 09 de agosto. "Durante 18 anos, presidi ao comité. A cidade de Tóquio foi escolhida [para organizar os Jogos de 2020] devido às suas qualidades e potencialidades. Os preparativos estão a decorrer com normalidade", afirmou Takeda, acrescentando tratar-se do início de "uma nova era".

Takeda, que também é presidente do comité de marketing do COI, está a ser investigado pelas autoridades francesas por suspeita de corrupção ativa.

Na base das suspeitas está o pagamento de 1,8 milhões de euros à empresa Black Tidings, detida, na altura, pelo senegalês Massata Diack, filho do então presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), Lamine Diack.

Essa verba, oficialmente destinada à preparação de dois relatórios, poderá ter servido para subornar membros africanos do COI, a favor da candidatura nipónica, através da influência de Lamine Diack, que, na altura, fez campanha pela capital japonesa.

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