Liga chama V. Setúbal e Sporting para reunião

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, vai convidar os líderes de Vitória de Setúbal e Sporting para uma reunião ainda durante esta sexta-feira, disse fonte oficial do organismo à agência Lusa.

De acordo com a mesma fonte, Pedro Proença "tem acompanhado com preocupação" a situação do encontro entre Vitória de Setúbal e Sporting, previsto para sábado. Segundo o DN apurou, a reunião vai mesmo acontecer, mas os leões estarão representados por Miguel Nogueira Leite, vogal do Conselho Diretivo, dado que o presidente Frederico Varandas está ausente no estrangeiro.

Os sadinos pediram o adiamento do encontro, devido a uma virose que afetou vários jogadores da equipa, que ficaram impedidos de treinar durante alguns dias esta semana.

Contudo, o Sporting, alegando um calendário preenchido, não aceitaram alterar a data do encontro, previsto para as 20.30 de sábado, no Estádio do Bonfim, em Setúbal.

Todos os jogadores da equipa principal do Vitória de Setúbal ficaram na manhã desta sexta-feira em casa, de quarentena, adiantou ao DN fonte oficial dos sadinos.

O Vitória de Setúbal está dependente da boa vontade do Sporting para conseguir adiar o jogo entre as duas equipas marcado para sábado às 20.30, no Estádio do Bonfim, a contar para a 16.ª jornada da I Liga, devido a um vírus que está a afetar 20 futebolistas do plantel principal dos sadinos. Os leões já responderam que não estão disponíveis para adiar a partida e, à luz dos regulamentos, a Liga nada pode fazer nem tem autoridade para decidir contra uma das partes. Ou seja, só perante um recuo do Sporting o jogo pode ser adiado.

O artigo 46.º do Regulamento de Competições relativo a "jogos adiados ou interrompidos devido a caso fortuito ou de força maior", estabelece que quando não se verifiquem condições para que um jogo se inicie, este terá de realizar-se nas 30 horas seguintes, a não ser que, segundo a alínea a), "ambos os clubes acordem a respetiva realização ou conclusão em outra data". Este artigo fala, no entanto, em situações "de força maior", o que na opinião de Emanuel Calçada "não é enquadrável" neste caso dos sadinos, mas sim "em casos excecionais, como por exemplo de catástrofes ou tragédias".

Os sadinos, através do seu presidente, advogaram que sugeriram à Liga que o jogo fosse remarcado para as datas correspondentes às meias-finais da Taça de Portugal, uma vez que os dois clubes já foram eliminados dessa prova, marcados para os dias 4 e 6 de fevereiro (a primeira mão) e 11 e 13 de fevereiro (a segunda mão).

Neste caso, o artigo 42.º, no seu ponto 2, diz que "os jogos das competições oficiais adiados no decurso da primeira volta têm de ser realizados obrigatoriamente no decurso das seis semanas que se seguirem à data inicialmente fixada para o jogo, salvo casos de força maior devidamente comprovados e reconhecidos pela Liga Portugal". Neste caso, não haveria qualquer impedimento legal, caso o Sporting aceitasse o adiamento, o que não foi o caso.

Já esta sexta-feira, o Vitória de Setúbal acusou o Sporting por, "de forma hipócrita e cínica, disponibilizar o seu departamento médico".

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