Operação Fora de Jogo. Clubes, jogadores, agentes, advogados e dirigentes entre os 47 arguidos

Ministério Público adianta esta quarta-feira que foram constituídos 47 arguidos, 24 pessoas coletivas e 23 pessoas singulares, entre os quais jogadores de futebol, agentes, advogados e dirigentes desportivos

A Operação Fora de Jogo, que esta quarta-feira motivou buscas a vários clubes de futebol, entre os quais Benfica, FC Porto e Sporting, levou à constituição de 47 arguidos (24 pessoas coletivas e 23 pessoas singulares).

De acordo com uma nota enviada à comunicação social pelo Ministério Público (MP), entre os arguidos estão jogadores de futebol, agentes, advogados e dirigentes desportivos. A investigação está a cargo da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

Em causa, diz o MP, estão suspeitas da prática de factos suscetíveis de integrarem crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

Estão a ser investigados negócios de futebol profissional efetuados a partir de 2015 e que " terão envolvido atuações destinadas a evitar o pagamento das prestações tributárias devidas ao Estado português, através da ocultação ou alteração de valores e outros atos inerentes a esses negócios com reflexo na determinação das mesmas prestações".

No decurso da operação foram realizadas 40 buscas domiciliárias e 31 não domiciliárias em 56 locais, nomeadamente clubes de futebol, respetivas SAD e ainda em escritórios de advogados. As buscas foram dirigidas pelo juiz Carlos Alexandre, magistrado do Tribunal Central de Instrução Criminal que tem o o processo a seu cargo.

Entre as sociedades desportivas alvos de buscas estavam as de Benfica, FC Porto, Sporting, Sporting de Braga, Marítimo, Vitória de Guimarães e Portimonense. Jorge Mendes e a sua empresa, a Gestifute, e o advogado de Cristiano Ronaldo, Carlos Osório de Castro, também são visados nesta operação.

Os futebolistas Iker Casillas, Jackson Martínez e Maxi Pereira viram as suas casas ser alvo de buscas, assim como presidente do Sporting (Frederico Varandas) e do ex-presidente (Bruno de Carvalho).

Estas diligências decorreram em vários pontos do território nacional e envolveram 11 magistrados do Ministério Público do DCIAP, 7 magistrados judiciais, 101 inspetores Tributários e 181 militares da Unidade da Ação Fiscal da Guarda Nacional Republicana (GNR). A Polícia de Segurança Pública (PSP) também colaborou.

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