"O Sporting não precisa de inimigos, matam-se todos uns aos outros lá dentro"

Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, Baltazar Pinto, muito crítico com a direção de Frederico Varandas.

A eliminação do Sporting da Liga Europa, após derrota com o LASK Linz (4-1), na quinta-feira, abriu feridas em Alvalade. O presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting (CFD), Joaquim Baltazar Pinto, abriu a voz para falar dos que minam o clube por dentro.

"É uma tristeza. Para mim que não estava por dentro, não sabia que ia encontrar isto. O Sporting não precisa de inimigos, matam-se todos uns aos outros, entre aspas, lá dentro. E não falo da Juventude Leonina. O Sporting é uma estrutura altamente complexa que só agora me estou a aperceber, porque só lá estou há dois anos. Nem sei o que se pode fazer ali. Enquanto, no FC Porto e no Benfica estão todos unidos. Há muita gente, muita mesmo, que está sempre desejosa que o Sporting perda", disse Baltazar Pinto, em declarações à Antena 1.

E insistiu na ideia usando uma analogia: "Estou a ler um livro engraçado que me faz lembrar o Sporting. O livro é do Artur Pérez-Reverte e o autor escreve sobre a história de Espanha, onde diz que os espanhóis passam o tempo todo a gladiarem-se e a matarem-se uns aos outros e no Sporting passa-se, exatamente, o mesmo. E não há quem resolva, isto acontece independentemente de quem lá esteja."

Esta sexta-feira soube-se que um grupo de sócios vai pedir à Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting, liderada por Rogério Alves, uma reunião magna para destituir o presidente Frederico Varandas e o líder da MAG. Mas será esta a melhor altura para pensar em eleições antecipadas? Baltazar Pinto diz que não. "Não sou da direção, mas falta só um ano e meio para voltar a haver eleições, por isso não faz sentido nenhum haver eleições agora. Quando chegar a altura, os sócios votam na pessoa que acharem ser a melhor, mas para já não vale a pena adiantar esse cenário", disse o líder do CFD leonino.

Aos microfones da rádio pública, Baltazar Pinto defendeu ainda a continuidade do treinador, Rúben Amorim: "Há uma conjuntura muito difícil, independentemente da contestação à direção, que foi o surto de covid-19, até o treinador foi infetado. Fisicamente, o Sporting não estava em condições. Neste momento, o Sporting não tem capacidade física para aquela equipa. Creio que se defrontasse um dos maiores rivais, Benfica ou FC Porto, neste momento, que aconteceria o mesmo."

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