Mino Raiola: "A FIFA é como um ditador comunista"

Associações de agentes de futebol querem "parar monopólio" do organismo mundial. Luta é liderada por empresário de Ibrahimovic e conta com Jorge Mendes.

A FIFA e os empresários de jogadores estão em guerra e já não disfarçam diferenças. Esta segunda-feira, o Fórum de Agentes de Futebol, liderado por Mino Raiola e que conta com Jorge Mendes, e a associação suíça do setor reuniram para planear "possíveis passos contra a FIFA" e o monopólio que restringe o negócio das transferências.

"É como um ditador comunista que diz ao povo o que ele deve fazer o tempo todo. As pessoas já perceberam o que é. A oposição é frontal e transparente. Estamos a trabalhar com a associação suíça porque queremos combatê-la daqui, da Suíça, onde a FIFA está", explicou o empresário italiano, que representa jogadores como Ibrahimovic, Pogba e a nova estrela do futebol mundial Halaand.

Numa reunião em Zurique, as duas partes assinaram uma parceria que visa impedir uma postura "ditatorial" no que toca aos regulamentos e restrições à liberdade empresarial. "Um teto máximo de lucro seria único no futebol. Não há limite aos salários de jogadores, nem a valores de transferência, nem ao salário do presidente da FIFA, nem aos gastos da organização", pode ler-se na nota, assinada pelo presidente da associação suíça, Christoph Graf.

As duas partes querem "impedir a FIFA se esta agir como autoridade moral" e, no campo das transferências, de a impedir de legislar "quando tem apenas conhecimento teórico, ao contrário dos agentes".

As novas regras instituídas pelo Conselho FIFA, que estipula que um agente só pode receber 3% de comissão num negócio, são criticadas, uma vez que "recrutadores noutros campos recebem de 30 a 40%".

"Queremos entender até onde vão os limites de uma associação de futebol [como a FIFA]. Queremos entender as suas competências, e acreditamos que o nosso setor está para lá do raio de ação da FIFA", acrescentou Graf.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG