Max Verstappen fez trabalho comunitário

Piloto da Red Bull cumpriu castigo depois de ter confrontado fisicamente Esteban Ocon (Force India) na sala de pesagem após o GP do Brasi.

Max Verstappen cumpriu no sábado um dia de serviço comunitário, como observador do trabalho dos comissários do ePrix de Marraquexe, depois de um incidente com o francês Esteban Ocon, no GP do Brasil de Fórmula 1 de 2018.

No final classificou a experiência como construtiva. "É interessante ver pelo outro lado - normalmente não se pode passar o dia inteiro com os comissários! Todos fazem o seu trabalho durante o fim de semana e é bom ver mesmo o que é preciso para tomar estas importantes decisões - às vezes, uma decisão pode não ser boa para alguém, mas tem de ser tomada e tem-se de cumprir as regras", afirmou Verstappen em declarações veiculadas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

O holandês foi sentenciado a dois dias de serviço comunitário depois de ter confrontado fisicamente Esteban Ocon (Force India) na sala de pesagem após o GP do Brasil, na sequência de um toque entre os dois durante a prova, que fez Verstappen perder a liderança e a possibilidade de vitória.

O ePrix de Marraquexe foi a segunda prova do Mundial de Fórmula E e foi ganho por Jerôme D"Ambrosio, depois que os dois pilotos da BMW, o português Antonio Felix da Costa e Alexander Sims, que lideravam a prova e com distãncia confortável, terem batido a poucas voltas do final.

A presença de Verstappen dividiu opiniões. Sam Bird, por exemplo, que acabou a prova em 3.º lugar, é da opinião de que isso desmerece a Fórmula E. "Dizer que vir para a Fórmula E é um serviço para a comunidade faz um desserviço à categoria. É uma categoria incrível e as pessoas pagam para nos assistir. Vir aqui não deveria ser uma punição. Espero que ele tenha gostado e que ele fala bem da Fórmula E para seus colegas."

O piloto Felipe Massa contou que foi apanhado de surpresa quando encontrou o holandês na sala dos comissários. "Eu fui lá porque falaram que eu tinha ido muito rápido na bandeira amarela, aí cheguei lá e falei 'o que você está fazendo aqui?', e ele disse que estava 'a pagar por algumas coisas'. Ele não estava muito animado. Eu também não estaria", defendeu o ex-piloto de F1.

Já Lucas Di Grassi preferiu manter-se em terreno neutro: "Se a FIA decidiu que ele teria que vir para cá, algum motivo tem. Não sei todas as variáveis, então não tenho como criticar uma decisão dessa. Nem para um lado, nem para o outro."

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