Dragão soube sofrer até dar o golpe final no Olympiacos

Os dragões conseguiram os primeiros três pontos no grupo C da Liga dos Campeões ao vencerem, em casa, o Olympiacos, por 2-0, com golos de Fábio Vieira, a abrir, e Sérgio Oliveira, a fechar a partida.

O FC Porto soube sofrer para garantir a primeira vitória no grupo C da Liga dos Campeões. No regresso do público às bancadas do Estádio do Dragão - foram quase quatro mil -, a equipa de Sérgio Conceição levou de vencida o Olympiacos, treinado por Pedro Martins, por 2-0.

É daqueles jogos em que se pode dizer que o resultado foi muito melhor do que a exibição, mas que permeia a eficácia dos portistas que marcaram na primeira oportunidade que tiveram, através de Fábio Vieira, mas que depois viram os gregos dominar a partida, com várias situações perigosas para a baliza de Marchesín, que brilhou com algumas defesas que mantiveram a equipa na frente do marcador. Foi já perto do final que Sérgio Oliveira marcou o golo que acabou com todas as dúvidas e que ditou a primeira derrota da época para o Olympiacos.

O resultado é um justo prémio para a excelente exibição de Pepe, que se tornou o terceiro internacional português a atingir os 100 jogos na Liga dos Campeões, sendo apenas superado por Cristiano Ronaldo (170) e Luís Figo (103).

Sérgio Conceição apostou numa equipa combativa neste duelo com o Olympiacos, havia que garantir a consistência da equipa, sobretudo no meio-campo, onde os gregos se apresentavam sem o seu principal jogador, Mady Camará, infetado com covid-19. Otávio reapareceu no onze, pelo lado direito, com Marega a fazer a despesa atacante com o apoio de Corona pela direita e do jovem Fábio Vieira nas suas costas.

O FC Porto começou a controlar o jogo, com um adversário a procurar manter as linhas juntas para não dar espaço para que a bola entrasse em Marega. Só que Pedro Martins, treinador do Olympiacos, não contava por certo com o erro de Bouchalakis que permitiu a Sérgio Oliveira recuperar a bola e a colocá-la para o centro da área, onde apareceu Fábio Vieira a abrir o marcador.

Se os dragões já tinham entrado com cautelas para este jogo, afinal era obrigatório vencer, depois da derrota em casa do Manchester City, ainda mais cautelosos ficaram. Com um futebol sem muita velocidade, a busca pela velocidade nas alas e pelo poderio físico de Marega acentuou-se.

No entanto, aos poucos os gregos foram libertando-se do peso de estarem a perder e acionaram a sociedade entre Rafinha e Valbuena, que pelo lado direito do Olympiacos, foram criando dificuldades à defensiva do FC Porto e um erro defensivo quase ia provocando o empate, mas o chapéu de Valbuena saiu ao lado.

É certo que José Sá ainda negou um golo a Marega, saindo aos pés do maliano, mas a verdade é que os portistas viveram alguns momentos de sobressalto até ao intervalo.

Substituições de Sérgio Conceição mudam o jogo

Na segunda parte, os dragões aumentaram a agressividade na tentativa de recuperarem mais cedo a posse da bola e assim "matarem" à nascença as jogadas do Olympiacos, mas os gregos estavam determinados a aumentar os problemas que já estavam a causar ao FC Porto. Foram mais dominantes, procurando invariavelmente, o jogo pelas alas, com cruzamentos ou remates de longe e aí emergiram Marchesín, que evitou o golo de Randelovic, e Pepe, soberbo no jogo pelo ar e na proteção da sua baliza com cortes importantes.

O FC Porto era uma equipa sem frescura física para sair com perigo para o contra-ataque e apenas entregue ao voluntarioso Marega. Sérgio Conceição desesperava no banco até que aos 69 minutos tirou Jesús Corona e Otávio, lançando os reforços Grujic e Evanilson.

Pedro Martins respondeu no minuto seguinte com a entrada de Rúben Vinagre e Bruma para dar mais velocidade às alas. Neste jogo das substituições ganhou o técnico portista, pois Grujic deu mais consistência ao meio-campo enquanto Evanilson fez aumentar a atenção da defesa grega, que deixou de sair com tanto à vontade para organizar o jogo ofensivo.

Os dragões voltaram finalmente a surgir mais perto da baliza de José Sá, embora sem perigo, até que aos 85 minutos surgiu o golpe de misericórdia com Marega a cruzar para o cabeceamento de Sérgio Oliveira, que acabou com o sofrimento dos adeptos que foram autorizados a estar nas bancadas e garantiu a primeira vitória do FC Porto, que assim igualou o Olympiacos no segundo lugar do grupo C, que é liderado pelo Manchester City, que foi a Marselha vencer por 3-0.

FICHA DO JOGO

Estádio do Dragão, no Porto
Árbitro: Daniel Siebert (Alemanha)

FC Porto - Marchesín; Wilson Manafá, Pepe, Mbemba, Zaidu Sanusi; Sérgio Oliveira (Romário Baró, 89'), Mateus Uribe; Jesús Corona (Grujic, 69'), Fábio Vieira (Nakajima, 60'), Otávio (Evanilson, 69'); Marega
Treinador: Sérgio Conceição

Olympiacos - José Sá; Rafinha, Rúben Semedo, Pape Abou Cissé, Holebas (Rúben Vinagre, 70'); Randelovic (Bruma, 70'), Yann M'Vila, Bouchalakis (Pêpê Rodrigues, 84'), Masouras (Fortounis,53'); Valbuena (Ahmed Hassan, 84'), Youssef El-Arabi
Treinador: Pedro Martins

Cartão amarelo a Jesús Corona (61'), Fortounis (78'), Mateus Uribe (82'), Wilson Manafá (90')

Golos: 1-0, Fábio Vieira (11'); 2-0, Sérgio Oliveira (85')

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