Sporting fica sem dinheiro em abril e vai ter de antecipar receitas da NOS

A SAD do Sporting enviou à CMVM um prospeto para lançar admissão à negociação de 28 milhões de euros em ações no qual revelam ainda que dificuldades de tesouraria e a intenção de antecipar 41 milhões de euros dos direitos televisivos com a NOS.

A Sporting SAD lançou esta quarta-feira na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) um prospeto de admissão à negociação no mercado regulamentado de 28 milhões de euros em ações, cujo valor nominal é de um euro, o que corresponde a 41,79% do capital social da sociedade leonina.

Esta é uma operação que já estava prevista e não é mais do que uma formalidade que devia ter sido efetuada pelo anterior presidente Bruno de Carvalho, na sequência do plano de reestruturação financeira, que contemplaram dois aumentos de capital.

No prospeto enviado à CMVM, a SAD leonina faz uma radiografia da situação financeira que atravessa, assumindo a intenção de antecipar 41 milhões de euros do contrato de cedência dos direitos de transmissão televisiva à NOS. Isto porque, conforme está escrito no documento, o "fundo de maneio e os saldos de caixa e equivalentes não são suficientes para cobrir as suas necessidades nos próximos 12 meses", que os leões estimam "em cerca de 65 milhões de euros, dos quais 41 milhões de euros até 30 de junho de 2019".

A SAD explica que a "a insuficiência de recursos" pode manifestar-se "no final de abril de 2019", razão pela qual pretende em março fazer a antecipação dos créditos com a NOS. "A emitente tem a expectativa de que esta operação será bem-sucedida, caso em que a Sociedade poderia, só com esta operação, suprir as necessidades de fundo de maneio dos próximos 12 meses".

Ainda assim, os leões não excluem a possibilidade de serem realizadas novas operações de financiamento, falando nesse contexto de "financiamento bancário ou emissões obrigacionistas", mas também "novos patrocínios relacionados com a equipa principal de futebol, o Estádio José Alvalade ou a Academia Sporting". E, no limite, a SAD admite ainda "recorrer à venda de ativos, designadamente dos direitos económicos dos jogadores de futebol de modo a satisfazer eventuais necessidades de liquidez."

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