Juventude Leonina com tolerância zero à violência e arremesso de tochas

Claque deu conferência de Imprensa a demarcar-se das agressões a dirigentes leoninos e não desarmou nas críticas ao presidente: "O doutor Frederico Varandas, neste momento, é uma mão cheia de nada."

Desafiados pelo presidente do Sporting a dar a cara, a direção da Juventude Leonina (JL) deu este sábado uma conferência de Imprensa, em que revelou que decretou "tolerância zero" à violência e ao arremesso de tochas, logo após a invasão à academia de Alcochete, em 15 de maio de 2018. "Nenhum membro fica impune, é imediatamente expulso. Não vamos mais pactuar e ser coniventes com atos de violência gratuita", sublinhou António Cebola, acrescentando: "Daqui para a frente, teremos um cuidado redobrado na curva sul para que não aconteça mais situações de tochas no relvado, para que não se estrague o património do Sporting".

Em conferência de imprensa realizada na sede do grupo, a chamada casinha, António Cebola, acompanhado pelo vice-presidente Daniel Samico, frisou que o grupo organizado de adeptos (GOA) continuará a contestar a atual direção do Sporting, presidida por Frederico Varandas, que acusa de "desestabilizar e desunir" o clube. O dirigente da Juve Leo ressalvou ainda que o foco da claque "é o Sporting Clube de Portugal" e acusou o presidente leonino de ser um "deslumbrado com o poder" e "se esquecer que existem modalidades".

"A Juventude Leonina não é nada sem o Sporting. O nosso foco é o Sporting Clube de Portugal. Nunca mandámos no Sporting e nunca vamos querer mandar", afirmou, realçando que correm "o país de norte a sul, atrás do Sporting" e que "ninguém fica mais triste que os próprios GOA" com uma derrota do clube.

Em relação a alegadas agressões a membros da estrutura diretiva por adeptos da claque, após o jogo de futsal entre o Sporting e o Benfica, denunciadas por Frederico Varandas, António Cebola expressou que as imagens divulgadas não mostram agressões nem roupas alusivas à claque. "Tivemos uma manifestação de sócios em que as claques eram uma minoria. Manifestaram-se civicamente. A própria PSP veio dar-nos os parabéns e veio dizer que tudo tinha corrido dentro de uma normalidade bastante boa", revelou, criticando Frederico Varandas por ter passado "um atestado de ignorância no final do protesto" a todos os adeptos sportinguistas presentes a quem "chamou de escumalha".

António Cebola revelou que Frederico Varandas, quando foi eleito, se reuniu com a direção dos GOA e ofereceu Gamebox [lugar cativo] a todo o staff, no estádio e no pavilhão, bem como 25 mil euros para as deslocações das claques quando o Sporting jogasse longe dos seus recintos desportivos. "As pessoas dizem que estávamos agarrados a um protocolo, mas, se estivéssemos agarrados, estávamos caladinhos. É só benesses, é só bilhetes, só regalias, não íamos contestar nada, íamos ser uns vendidos. Não somos vendidos. Não queremos mais protocolo esta época, não é isso que nos move, mas sim o grande amor e dedicação que temos a este clube", afirmou.

Por fim a Juve Leo lamentou a "falta de ambição" desta direção, que só se preocupa com as claques: "O doutor Frederico Varandas, neste momento, é uma mão cheia de nada." E pediu um presidente "que fique 20 anos, no mínimo, que traga estabilidade, que seja um líder com carisma", com António Cebola a avisar que o Sporting "tem uma presidência à deriva".

Para já, a claque garante ainda que vai continuar a apoiar o clube "mesmo limitada" nas suas ações e revelou novo protesto contra a direção de Frederico Varandas para uma data a divulgar.

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