Jorge Jesus: "Eu presidente do Brasil? Então ele [Klopp] está atento ao Flamengo"

Treinador português joga final da Mundial de Clubes este sábado, às 17.30 (RTP1), frente ao Liverpool.

"Então ele está atento ao Flamengo". Foi assim que Jorge Jesus reagiu à declaração de Jürgen Klopp, treinador do Liverpool, que apontou o técnico português ao lugar de Jair Bolsonaro, tal o estado de graça do português no Brasil. O técnico do Flamengo, que este sábado joga com os reds, a final do Mundial de Clubes (17.30, RTP1). "Jogadores do Flamengo vão correr aquilo que nunca correram no campeonato, o Liverpool também e por isso vai ser um grande jogo", disse o treinador do mengão na antevisão do jogo.

Se conquistar o título mundial de clubes, Jesus torna-se o primeiro português a conseguir tal feito: "Sou português, sei que o povo português tem acompanhado os jogos do Flamengo com grande paixão. Hoje já se vê muitos miúdos com a camisola do Flamengo em Portugal e eu fico extremamente orgulhoso por eles acompanharem o meu êxito."

Questionado sobre se uma vitória amanhã o colocará na rota dos melhores clubes do mundo respondeu: "Eu já treino um dos melhores clubes do Mundo." Depois, explicou, que se vencer pode abrir-se "uma janela" de oportunidade na Europa: "Há vários anos que eu sei muito bem o que quero. Eu abro a mão e tenho cinco opções e se não forem esses escusam de me procurar..."

Pelo meio ficaram ainda alguns elogios ao homólogo alemão."Klopp é um dos treinadores do momento. Consegue dar mérito a quem criou alguma coisa nas bolas paradas [elogiou rotinas do Fla nas bolas paradas]. Sei que ele viu alguns jogos meus em Portugal, quando estava no Benfica e Sporting. Ele é um um criador daquilo que é o futebol, uns criam outros copiam, ele cria e por isso é aquilo que ele é, um excelente treinador", elogiou Jesus.

Para o treinador português, o Flamengo e o Liverpool têm algo em comum. "Vêm de uma temporada de títulos. Os dois clubes estão recuperando o prestígio internacional. Como o Bruno Henrique diz, são duas equipes que estão em outro patamar ", explicou, lembrando que os brasileiros podem equilibrar o jogo com a "diferença tática"

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