Jogadora do Sp. Braga denuncia racismo: "Sou negra e não peço desculpa"

Shade Pratt contou nas redes sociais um episódio que aconteceu num estádio português.

Chama-se Shade Pratt, joga no Sp. Braga e queixa-se de racismo. A norte-americana contou nas redes sociais que foi vítima de racismo no último fim de semana, no jogo em que as minhotas venceram o Cadima, por 7-0, fora de casa.

"Como norte-americana com ascendência africana, o racismo e as micro-agressões diárias não me são estranhas, mas no último fim de semana, em Portugal, aconteceu-me uma situação destas quando praticava o desporto que amo. Uma fã da equipa adversária atirou-me um insulto racista durante o jogo", contou Shade Pratt.

A jogadora não se conteve e decidiu confrontar a agressora. "Ela decidiu esconder-se entre a multidão e não se atreveu a vir dizê-lo na minha cara. As pessoas que estavam ao lado dela e que permitiram que ela se escondesse, escolheram um lado nesta luta contra o racismo ao ficarem silenciosos e talvez permitindo que ela venha a repetir este comportamento", contou.

Na opinião da jogadora, "o racismo é uma cobardia e um gesto de pouca classe", mas promete não generalizar: "Este episódio isolado não mudou o meu ponto de vista sobre as pessoas maravilhosas que encontrei em Portugal. No entanto, é um alerta para o facto de o racismo estar bem vivo em todos os cantos do Mundo". E pela parte que lhe toca vai continuar a optar por "confrontar e denunciar em todas as circunstâncias", pois esse é o seu "dever".

E remata: "Sou uma mulher negra e não vou pedir desculpas por isso. Escolhi sobrepor-me nesta luta e vou continuar a fazê-lo."

O racismo está na ordem do dia no futebol. Na segunda-feira o jogo entre a Bulgária e a Inglaterra foi suspenso por alguns minutos devido a cânticos racistas dos adeptos.

Sp. Braga fez participação à Federação

O Sp. Braga emitiu um comunicado sobre o caso de racismo revelado por Shade Pratt, onde sublinham que "a discriminação é um ataque intolerável às regras básicas que norteiam a noção de sociedade" defendida pelo clube.

Por isso o clube já agiu junto da FPF, através de uma participação disciplinar: "A nossa atleta teve, desde a primeira hora, total apoio da estrutura do clube e das suas colegas de plantel."

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