Jogador do Nápoles preferiu jogar pela Guiné em vez de pela Itália

Amadou Diawara nasceu em Conacri e deverá estrear-se esta sexta-feira pelo país de nascimento. Vive em solo transalpino desde 2014 e já obteve nacionalidade italiana

Amadou Diawara nasceu em Conacri, mudou-se para Itália em 2014, obteve recentemente a nacionalidade italiana, rejeitou ser convocado para as seleções transalpinas e esta sexta-feira deverá estrear-se pela Guiné, na sua cidade natal, diante do Ruanda, em partida a contar para a fase de qualificação da Taça das Nações Africanas 2019.

"Sempre sonhei jogar pela Guiné Conacri porque é muito importante. Nunca disse que jogaria por Itália", afirmou o médio do Nápoles, 21 anos, de volta ao seu país cinco anos depois.

Na quinta época nos campeonatos italianos, a terceira ao serviço do emblema napolitano após passagens pelo San Marino Calcio e o Bolonha, Diawara foi encorajado a aceitar a chamada da Guiné por um dos compatriotas em maior destaque no futebol mundial, Naby Keita, que representa o Liverpool.

"Antes ainda não estava preparado para ser chamado à seleção. O momento chegou, agora sinto-me preparado para jogar pelo meu país", explicou o jogador, citado pela BBC.

"Penso que a Guiné pode chegar um nível elevado porque tem bons jogadores. Também vou tentar trazer algo e vamos ajudar-nos uns aos outros", acrescentou o centrocampista, que esta época soma cinco jogos pelo Nápoles, três dos quais a titular.

A Guiné Conacri está na liderança do Grupo H com seis pontos em dois jogos, após vitórias na Costa do Marfim (3-2) e na receção à República Centro-Africana.

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