'Inevitável' Sevilha ergue Liga Europa após 'dar a volta' ao Inter

O Sevilha venceu hoje a sexta final da Liga Europa de futebol, todas as que jogou, ao bater o Inter de Milão por 3-2, após começar a perder e ter tido de 'virar' o resultado.

Na partida em que culminou uma inédita 'final a oito' disputada na Alemanha com eliminatórias a uma só mão, devido à pandemia de covid-19, o belga Lukaku adiantou o Inter, aos cinco minutos, de penálti, antes de o holandês Luuk de Jong 'bisar', aos 12 e 33.

O defesa uruguaio Godín ainda igualou a contenda, aos 36, mas Lukaku, com um autogolo aos 74, acabou por 'condenar' os milaneses a manter o 'jejum' de títulos europeus, que dura desde a Liga dos Campeões de 2010, com José Mourinho ao leme.

Como em 2015, com o Dnipro, e em 2016, com o Liverpool, o Sevilha começou a perder, mas acabou por dar a volta na final, mantendo um registo perfeito: recordista de triunfos da prova, sem perder qualquer final disputada, com cetros em 2006, 2007, 2014, frente ao Benfica, 2015, 2016 e agora 2020.

O jogo começou, praticamente, com o 11.º jogo consecutivo a marcar do belga Lukaku na Liga Europa, um recorde, e o 34.º golo em todas as competições na época de estreia em Itália, na conversão de um penálti que ele próprio sofreu, do brasileiro ex-FC Porto B e Estoril Praia Diego Carlos.

Aos 12 minutos, o empate chegou pelo holandês Luuk de Jong, que já tinha marcado o golo da vitória nas 'meias' contra o Manchester United (2-1), ao responder de cabeça a um cruzamento do experiente Jesús Navas.

A acusar a reviravolta, tornando-se mais faltoso, o Inter acabou por pedir, por duas vezes, grande penalidade por lances na área espanhola, sem sucesso, levando o técnico Antonio Conte a ver amarelo por protestos (18).

O holandês de Jong acabou por 'bisar' aos 33, consumando a reviravolta com nova cabeçada, desta feita a cruzamento do argentino Banega, que se despediu em alta do Sevilha.

Apenas três minutos depois, num livre do croata Brozovic, o defesa-central uruguaio Godín voltou a igualar a contenda.

Em cima do intervalo, Ocampos ainda cabeceou para nova defesa de Handanovic, mas o empate persistiu na ida para os balneários, após uma primeira parte com mais bola para os espanhóis, mas igual em número de oportunidades, com duas equipas agressivas e com propensão para atacar.

No segundo tempo, mais equilibrado e menos agressivo de parte a parte, o lateral Reguilón tentou voltar a adiantar os sevilhanos aos 57, já depois de Diego Carlos ter 'tirado' um golo certo a Gagliardini, ao bloquear o remate cinco minutos antes, com Lukaku a permitir nova defesa de Bounou, aos 65.

Após um remate acrobático de Diego Carlos, que assim se 'redimiu' do penálti cometido, Lukaku desviou a bola para a baliza, uma infelicidade que recolocou a equipa do antigo treinador do FC Porto Julen Lopetegui na frente, aos 74.

Com a entrada de Christian Eriksen, Alexis Sánchez e Moses, aos 78, os italianos debruçavam-se sobre o ataque, e quase chegou ao golo pouco depois, numa jogada de insistência, em que Koundé retira em cima da linha de golo um toque do avançado chileno, recém-entrado.

Com o médio ex-Sporting Gudelj no centro da defesa, no lugar do exausto Diego Carlos, desde os 86, os espanhóis defenderam como puderam perante os milaneses, com pouco critério na hora de 'atacar' o empate.

Ao impor ao Inter a segunda derrota em finais da Liga Europa, antiga Taça UEFA, não permitindo aos italianos aumentar o palmarés de uma prova que conquistaram em 1991, 1994 e 1998, o Sevilha garantiu ainda que o seu 'reinado' no torneio é ainda mais pronunciado: os seis cetros que agora detém são o dobro do rival, de Liverpool, Juventus e Atlético de Madrid.

Até à final, a equipa de Julen Lopetegui conseguiu cinco vitórias em seis jogos na fase de grupos, com APOEL, Qarabag e Dudelange, antes de eliminar Cluj, a Roma de Paulo Fonseca, o Wolverhampton de Nuno Espírito Santo e o Manchester United, de Bruno Fernandes.

Por seu lado, os 'nerazzurri' 'caíram' da Liga dos Campeões e bateram Ludogorets, Getafe, Bayer Leverkusen e o Shakhtar de Luís Castro, antes de perderem a final, na qual o treinador Antonio Conte falhou a conquista da segunda Liga Europa/Taça UEFA da carreira, depois da de 1993 como jogador da Juventus.

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