Há cada vez menos portugueses nas ligas profissionais

Sindicato preocupado com a empregabilidade de atletas nacionais nos campeonatos da I e II Liga

Há cada vez menos jogadores portugueses a jogar em Portugal. Segundo números do Sindicato de Jogadores, pelo terceiro ano consecutivo, o número de atletas nacionais utilizados na primeira volta das duas principais ligas profissionais diminuiu. Na I Liga, 63% dos jogadores utilizados na primeira São estrangeiros e apenas 37% têm nacionalidade portuguesa. Comparativamente com a época passada, houve um aumento de 6% na taxa de utilização de estrangeiros.

Quanto ao escalão etário mais utilizado, 52% dos jogadores têm idades compreendidas entre os 24 e os 28 anos, sendo que apenas 25% têm menos de 23 anos.

O Vit. Setúbal foi, na primeira volta, o clube da I Liga que mais apostou no jogador nacional. Em média, os sadinos utilizaram nove jogadores portugueses e cinco estrangeiros, seguido de Tondela e Sp. Braga com uma média de oito portugueses e seis estrangeiros.

"Relativamente à Liga NOS, não temos uma visão alarmista do modelo de negócio que significa também a subsistência e o reforço da competitividade das equipas que nela participam. Trata-se da competição profissional por excelência, aquela onde verdadeiramente é necessário priorizar os resultados e garantir competitividade no plano interno e internacional", disse o presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista

Na Ledman LigaPro, 51% dos jogadores utilizados por jornada foram portugueses, menos 2% em relação à temporada passada. E com uma curiosidade. Os jogadores com menos de 23 anos são os mais utilizado, com 45% do total dos atletas utilizados, ainda que menos 7% do que no ano anterior.

Na II Liga, o FC Penafiel é o clube que mais aposta no jogador português, com uma média de 13 jogadores utilizados em 17 jornadas. O Mafra surge logo atrás com uma média de 11 portugueses utilizados e três estrangeiros. Já o Famalicão, Paços de Ferreira e Académico de Viseu foram os clubes que utilizaram mais estrangeiros (10) e menos portugueses (4).
"A nossa visão é bastante mais crítica. Subverteu-se aquele que devia ser um patamar intermédio, em que os maiores talentos do futebol português pudessem ter espaço competitivo, de modo a estarem preparados para ingressar no principal escalão", analisa Joaquim Evangelista.

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