Frederico Varandas: "Sobre o ruído e ameaças físicas, não nos vamos demitir"

Presidente do Sporting prometeu levar o mandato até ao fim e voltou a reafirmar que esta direção não está "refém" de claques e que expulsará os sócios envolvidos nas agressões a dirigentes.

Frederico Varandas garante que vai levar o mandato até ao fim, mesmo sob ruído e ameaças físicas. "Não estou agarrado ao lugar e isso dá-me força. A minha missão é entregar o clube melhor. Se admito não terminar voluntariamente? Foi eleito pela maioria dos sócios. Mandato tem duração de quatro anos. Vamos levá-lo até ao fim. Vamos entregar o clube muito melhor do que estava. Esse é o nosso objetivo. Sobre o ruído e ameaças físicas, não nos vamos demitir", garantiu o presidente do Sporting, em entrevista à TVI.

O presidente do Sporting abordou ainda a possibilidade de poder ir a uma Assembleia Geral destitutiva (Rogério Alves decide na terça-feira, pedido do movimento Dar Futuro ao Sporting). "Falando como sócio do Sporting, houve uma direção que foi destituída em toda a história do Sporting. Uma direção que criou órgãos sociais e congelou contas. Vou esquecer como esta direção pegou no clube. Se uma direção, seja qual for, cai por resultados desportivos, passado 16 meses, o próximo não dura sequer um ano. Neste Sporting, há transparência e seriedade e separação de poderes", respondeu o líder leonino, eleito em setembro de 2018.

Questionado sobre as regalias fiscais dos clubes que são instituições de utilidade pública e o "espetáculo degradante que oferecem", o dirigente leonino respondeu assim: "Uma vergonha. Fuga ao fisco, comunicados de baixo nível, agressões... Lutamos pelo Sporting sem abdicar dos nossos princípios. Eu acabo por ser o ET. Se calhar sou muito mais incómodo que presidentes que fazem isso e são reféns das claques e alimentam-nas."

Varandas está em "guerra" com as claques e revelou que já foi ameaçado "n vezes" desde maio de 2018, mas acredita que o clube vai "sobreviver às ameaças" e "ser mais forte". Para isso "é preciso rasgar de vez com algumas coisas do passado" e não deixar que "uma claque" possa "fazer cair treinadores".

Questionado sobre o "clima de guerra civil" que o clube vive, o dirigente prometeu que não vai dar tréguas às claques, apesar de reconhecer que "é injusto meter toda a gente no mesmo saco". "No caso da Juve Leo, há senhores que se julgam acima dos estatutos, presidentes e mandatos. Esse tem sido um dos sérios problemas do Sporting. Temos de defender o clube mas a direção não consegue fazer isto sozinho. Enquanto a maioria do Sporting for silenciosa será difícil. Faço este apelo a eles, sim, donos do clube. Que o Sporting continue dos sócios e não sequestrado por claques. Não decidi ter esta guerra com as claques", respondeu.

O líder leonino explicou ainda que tentou negociar com as claques no início da época: "Propusemos uma gamebox a um preço de 120 euros a cada elemento da claque mas que fosse vendido nas bilheteiras, para ser o mais transparente possível. O que queriam era bilhetes de época sem nome para revendê-los mais tarde. À 3.ª jornada fui insultado quando o Sporting estava em primeiro. O que mudou foi que cerca de 300, 400 mil euros que eram dados. Acabámos com o negócio deles. Golo do Portimonense foi festejado pela claque do Sporting. Temos uma claque que deseja que o Sporting perca."

Este sábado o clube voltou a ser notícia por agressões a sportinguistas e, segundo o presidente "não foi um incidente menor, foi algo premeditado" e voltou a apontar o dedo a uma das claques. "Dois elementos da Juve Leo, cujas caras se conseguem identificar, que agrediram ao pontapé um segurança, um elemento do conselho diretivo, três, também o Osório de Castro..." denunciou, revelando, que se os agressores forem sócios serão expulsos, e pedindo aos dirigentes da Juve Leo que apareçam e deêm a cara.

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