Das entradas a todo o gás à teoria do ketchup na goleada do Benfica ao Marítimo

João Félix e Cervi bisaram, Pizzi e Salvio também marcaram, e assim se construiu a goleada encarnada diante do Marítimo, que sofreu 26 golos nas últimas cinco deslocações ao Estádio da Luz. Tudo na mesma na frente do campeonato

A luta pelo título promete ser taco-a-taco até ao fim, com o o Benfica a responder esta segunda-feira, ante o Marítimo, à vitória do FC Porto no sábado, deixando tudo na mesma na frente do campeonato: igualdade pontual entre os rivais, com as águias em vantagem devido ao confronto direto.

Havia a expectativa em perceber como é que os homens de Bruno Lage iam responder física e mentalmente à ressaca da dececionante eliminação europeia de quinta-feira em Frankfurt, e a resposta acabou por ser dada nos primeiros minutos da primeira e da segunda parte, quando o primeiro e o segundo golo foram obtidos.

Privado de Rafa, o técnico encarnado apostou no elemento do plantel mais parecido com o internacional português, Franco Cervi, mas o argentino praticamente ainda não tinha participado no encontro quando foi festejado o 1-0 na Luz. Criado no laboratório de Veríssimo, adjunto de Lage com a pasta das bolas paradas, e embalado num canto em que funcionou a sociedade Pizzi (na a assistência) & João Félix (no golo de belo efeito), o golo inaugural logo aos três minutos foi uma espécie de remédio para os possíveis efeitos secundários do jogo da Alemanha.

Da tranquilidade à goleada

A partir daí, o Benfica dominou, ainda que não de forma avassaladora, um Marítimo quase sempre inofensivo, mas ao intervalo a vantagem ainda era de apenas um golo. Porém, tal como na etapa inicial, o Benfica voltou a entrar a todo o gás no segundo tempo. Mais uma vez na sequência de um canto, Pizzi foi descoberto por André Almeida ao segundo poste e disparou certeiro (49'), dando outro conforto à vantagem benfiquista.

Perante um adversário que já tinha dado sinais de pessimismo uma semana antes quando forçou os castigos dos influentes Zainadine, Edgar Costa e Joel, os encarnados encararam os últimos quarenta minutos com grande tranquilidade e aumentaram a vantagem por mais quatro vezes, como que fazendo jus à celebre frase de Cristiano Ronaldo aquando do Mundial 2010: "Os golos são como o ketchup. Quando aparece, aparece tudo de uma vez."

João Félix fez o 3-0 após cruzamento de André Almeida (65'), Cervi apontou não só o quarto a passe de João Félix (71') como o quinto nas sobras de um mau alívio da defesa insular (88') e Salvio fechou a meia dúzia a passe de Grimaldo (90'). 25 minutos diabólicos que elevam os níveis de confiança antes da dificílima visita ao terreno do Sp. Braga.

Os madeirenses tornaram a sair de saco cheio da Luz, onde sofreram 26 golos e não marcaram nas últimas cinco deslocações (todas as competições). O treinador Petit, antigo médio encarnado, não fica atrás: nove derrotas em outras tantas partidas ante os encarnados.

A figura: João Félix

O regresso às noites de gala do jovem avançado benfiquista, que tinha passado discreto em Frankfurt. Mais do que pormenores deliciosos, somou ações decisivas, a começar pelo remate de belo efeito que abriu o ativo logo aos três minutos. Na segunda parte, chegou ao bis através de uma execução difícil e serviu o 4-0 de bandeja a Cervi. Com a vitória no bolso, Bruno Lage deu-lhe descanso e a possibilidade de ouvir os aplausos da Luz.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa.

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora).

Assistência: 52.224 espetadores.

Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias (Taarabt, 77), Ferro, Grimaldo, Pizzi (Salvio, 80), Samaris, Florentino, Cervi, João Félix (Jonas, 72) e Seferovic.

Treinador: Bruno Lage.

Marítimo: Charles, Grolli, Lucas Áfrico, René Santos (Gamboa, 79), Rúben Ferreira, Nanu, Vukovic, Pelágio (Fabrício, 67), Correa, Barrera (Chico Baza, 60) e Getterson.

Treinador: Petit.

Marcadores: 1-0, João Félix, 3 minutos; 2-0, Pizzi, 49; 3-0, João Félix, 64; 4-0, Cervi, 71; 5-0, Cervi, 88; 6-0, Salvio, 90.

Disciplina: cartão amarelo para René Santos (39), Chico Banza (81) e Fabrício (83).

Resumo

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