Eto'o despido de preconceitos fala de Guardiola, da paixão pelos carros e da luta contra o racismo

Ex-jogador do Barcelona reviu a carreira na conceituada revista norte-americana Rolling Stone.

A luta contra descriminação racial, a gigantesca coleção de carros de luxo, a relação conflituosa com os ex-treinadores, nomeadamente com Pep Guardiola, no Barcelona. Estes forma alguns dos temas da conversa da conceituada revista americana Rolling Stone com Eto'o.

Na sua primeira temporada como jogador do Barça (2004-05), Eto'o comemorou o título da Liga em grande estilo e, num momento de euforia, lembrou-se do eterno rival, gritando: "Madrid, cabrón, saluda al campeón." Depois pediu desculpa e agora confessa que não o devia ter feito: "Cuspi no prato que me deu de comer. Não queria insultar a entidade que me permitiu jogar na Europa."

O antigo avançado já deixou o Barcelona há mais de 10 anos, mas ainda há alguns fantasmas da época em que lá esteve. Um deles diz respeito a Pep Guardiola, atual treinador do Manchester City, que segundo ele, não foi justo e não lhe atribuiu o tratamento que merecia no clube catalão. "Quem fez o Barça ganhar fui eu, e vais ter de me pedir perdão", contou o camaronês, lembrando um jogo que ele decidiu e recordando que na altura Messi ainda não era o líder que é hoje.

O treinador espanhol foi o principal responsável pela saída do Barça e a ida para o Inter de Mourinho. "O meu agente disse-me que o clube queria vender-me a pedido do Guardiola. Hoje em dia, vejo que me deu a oportunidade de ganhar a Liga dos Campeões pelo Inter de Milão, e entrar ainda mais na história do futebol", afirmou o camaronês revelando que a decisão acabou por não ser assim tão má.

O carismático camaronês abraçou desde cedo a luta contra a discriminação racional. Em 2006 ameaçou abandonar a segunda parte do jogo do Barcelona em Saragoça, devido aos insultos e músicas racistas provenientes das bancadas do Estádio La Rosaleda. Desde então tem sido um rosto e uma voz ativa contra o racismo no futebol. Em 2015, chegou a pedir durante um evento em Londres medidas mais rígidas contra o racismo."Temos que aplicar leis mais estritas para lutar contra estes abusos", disse o jogador camaronês, que já recebeu uma medalha europeia à tolerância por parte do Conselho Europeu.

Eto'o é também um apaixonado por carros de luxo. Chegou a gastar 15 milhões de euros em veículos. Um Bugatti Veyron, Aston Martin One-77, Maybach 57S Xenatec e Bentley GT63 estão entre a extensa coleção que acumulou ao longo da sua carreira futebolística. "Na minha casa em Palma [Maiorca], levo-os para o jardim, lavo-os com cuidado e depois olho para eles como se fossem esculturas. Quando tive que mudar para Barcelona, o meu grande problema foi encontrar um apartamento que tivesse espaço para estacioná-los, mas não era possível e tive de distribuí-los por diversas partes", disse Samuel que chegou a admitir que já não sabia quantos carros tinha.

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