Cova da Piedade pede a demissão de Pedro Proença

O clube da margem sul do rio Tejo emitiu um comunicado no qual anunciou a demissão da direção da Liga, uma posição que já tinha sido assumida pelo Benfica.

O Cova da Piedade juntou-se esta segunda-feira ao Benfica na decisão de abandonar a direção da Liga de clubes "com plena eficácia" e convidou Pedro Proença a demitir-se da presidência do organismo.

Através de um comunicado, o clube da II Liga justifica a decisão com a conduta de Pedro Proença, dizendo não se rever nos seus atos "contrários aos princípios e funções que os membros da direção estão obrigados a respeitar".

Na passada sexta-feira já o Benfica tinha pedido para deixar a direção da Liga durante uma reunião com todos os clubes do principal escalão profissional, na qual Pedro Proença pediu a marcação de uma Assembleia Geral para 9 de junho, para discutir a governação do organismo e apreciar o apoio anunciado para os clubes da II Liga.

"Convidamos o atual presidente a retirar as devidas ilações e a demitir-se de funções, uma vez que o atual momento do futebol e do nosso país exige que à frente desta direção esteja uma pessoa que trabalhe para a união dos clubes e a defesa dos seus interesses e não para fomentar a desunião em prol de uma qualquer agenda de interesses pessoais", lê-se num comunicado enviado às redações.

Os piadenses já tinham anunciado, na quinta-feira, a intenção de responsabilizar Pedro Proença a título pessoal pela descida ao Campeonato de Portugal, decidida na reunião de direção de 5 de maio, acusando o presidente da Liga de ter conduzido o encontro "de forma a condicionar o seu resultado", com recurso a expedientes "reprováveis e violadores da lei".

No momento da interrupção da II Liga e posterior decisão de cancelamento definitivo desse campeonato devido à pandemia de covid-19, o Cova da Piedade ocupava o penúltimo lugar, em zona de descida, a sete pontos do Vilafranquense, primeiro clube acima da 'linha de água'.

O clube do concelho de Almada fazia parte da direção do organismo juntamente com Benfica, Sporting, FC Porto, Tondela e Gil Vicente, da I Liga, além de Mafra e Leixões, do mesmo escalão, mas não teve voto na matéria por ser parte interessada na mesma.

A II Liga ficou de fora da autorização dada pelo plano de desconfinamento do Governo e da Direção-Geral da Saúde para a conclusão da I Liga e da Taça de Portugal de futebol.

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