Conceição diz que adversários mudam para surpreender FC Porto

O treinador do campeão nacional considera que as equipas da Liga mudam a forma de jogar para surpreender o FC Porto para esquemas a que não estão habituadas. Cláudio Braga otimista no meio da crise

Sérgio Conceição tem uma teoria de difícil comprovação: "Tinha dito que muitas vezes observamos o adversário e temos uma ideia de estrutura habitual da equipa mas depois tentam surpreender e contrariar o poderio do FC Porto. [Mas com] uma equipa que nunca jogou assim, iam surgir ocasiões, espaços".

Na verdade, o FC Porto criou perigo de facto no penálti desperdiçado por Marega ou defendido por Amir. Até aí, andou às aranhas para criar perigo e os tais ocasiões/espaços de que fala Conceição. "Foi o Otávio que conseguiu chegar ao golo numa jogada fantástica da nossa parte", analisou.

"Podíamos ter feito mais golos na segunda parte, a primeira foi mais difícil. A vitória é merecida e se houvesse mais um ou outro golo, não chocava ninguém", considerou o treinador dos dragões. Quanto às mudanças em função do FC Porto:."Cada um está no seu direito. Cabe-nos encontrar espaço e situações para poder ganhar o jogo. Quando há um jogador que não cumpre, fica difícil".

"Faz diferença essa velocidade de execução e a intensidade que nunca baixou", prosseguiu o timoneiro azul e branco, que provavelmente terá uma abordagem diferente após a análise de vídeo do jogo nos Barreiros. "Nos últimos 10 minutos, é normal que a equipa baixe um bocadinho. Eu não gosto muito, mas aconteceu. Para desmontar o bloco baixo do Marítimo era preciso rapidez. Conseguimos várias situações. Na primeira parte muitas situações de cruzamento, mas não criámos mais perigo. Na segunda parte, muita qualidade coletiva e naturalmente surgiram os golos", continuou.

Nesta jornada, um adversário direto perdeu pontos (o Benfica foi derrotado na Luz, 1-3, pelo Moreirense, sexta-feira). "Nós focamo-nos em nós, no que temos pela frente, na nossa tarefa diária. Nós é que somos importantes. Obviamente, olhamos para as outras equipas, para candidatos ao título que perdem pontos, mas isso não tem de interferir em nada na nossa ambição.", assentiu.

"O que me deixa mais satisfeito é voltarmos, nos últimos jogos, a ser a equipa que fomos desde que assumi o cargo. Com mais ou menos dificuldade, vamos conseguir as vitórias. Não olhamos muito para os outros. Não é normal, por exemplo, perder em casa com o Vitória, com todo o respeito, porque teoricamente o FC Porto tinha de ganhar aquele jogo. Aqui é um campo difícil, uma equipa com individualidades muito interessantes, que luta sempre pelos seis primeiros lugares. Conseguimos contornar e fazer golos e uma exibição na segunda parte muito agradável", concluiu Conceição.

A felicidade mora noutro lado

O Marítimo, pelo contrário, vive uma fase lunar: nos últimos oito jogos, só não perdeu dois, um para a Taça (afastou o Moura no desempate por penáltis e empatou com o Belenenses para a Liga). Soma quatro derrotas seguidas no campeonato (1-8) e segue num desolador 12. lugar.

"A equipa está focada nos próximos jogos, sabíamos que este ia ser um jogo especial. Agora vamos olhar para frente, vamos ter jogos interessantes e estamos ansiosos para poder atacar os bons resultados e mostrar uma boa imagem.", disse um esperançoso Cláudio Braga.

O treinador da equipa madeirense acha que foi a felicidade a definir o resultado. "Tudo o que foi dinâmica e criatividade do FC Porto conseguimos fechar bem. Olhamos para trás, refletimos e vemos que nem tudo esteve mal. Houve detalhes que fizeram a diferença, o FC Porto teve dois momentos de felicidade e acabámos por perder o jogo, mas penso que o resultado mais justo seria o empate.", defendeu.

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