Como Djokovic deu a volta ao mau momento e ganhou Wimbledon com ajuda de Vajda

Sérvio recontratou treinador que tinha despedido e ele exigiu que dispensasse o guru espiritual e abandonasse a dieta vegan.

Depois dos dois piores anos da carreira que o levaram a pensar em abandonar o ténis, Novak Djokovic voltou à boa forma e venceu, pela quarta vez na carreira, o torneio de Wimbledon. O regresso do ex-número 1 mundial às vitórias em Grand Slams teve alguns segredos e um responsável: Marian Vajda, o seu treinador de sempre.

Vajda contou como Djokovic renasceu para o ténis ao mais alto nível, ao ponto de chegar à final do torneio londrino e bater Kevin Anderson em apenas três sets. A começar por ele, que o aceitou voltar a treinar, sob algumas condições: Que ele acabasse com a ligação ao guru espiritual Pepe Imaz e a dieta vegan que andava a seguir, por exemplo.

"Sim, eu quis que ele parasse com a sua colaboração com Pepe Imaz. Mas essa não foi a minha primeira condição. Primeiro quis falar com ele pessoalmente. Ele ligou-me após perder em Miami. Estava numa série de três derrotas seguidas, a maior desde 2007, e não tinha certezas sobre a sua equipa técnica. Na cabeça dele, estava sempre a comparar o presente com o passado e convidou-me a voltar a trabalhar com ele. Eu pensei muito, refleti em família e decidi aceitar", confessou o treinador em entrevista ao site eslovaco Šport.sk.

Para o eslovaco, a ligação de Djokovic a Imaz não fazia sentido: "O ténis não é filosofia. É um homem contra o outro. Se queres ser o melhor, tens de treinar muito e ser forte física e mentalmente. Quando tens um adversário do outro lado, tens de pensar em onde vais meter a bola e não em Buddha!".

A dieta de Novak Djokovic também foi alterada. "Ele tem o corpo perfeito para jogar ténis, mas os seus músculos precisavam de ser fortalecidos. A sua alimentação é essencialmente vegetariana, mas ele precisava de algumas proteínas animais. Sem elas era impossível competir ao melhor nível", revelou o ex-tenista, sem esquecer o trabalho do o preparador físico Gebhard Gritsch (também tinha sido dispensavo e depois recontratado) no fortalecimento muscular do tenista que venceu Winbledon e passou a ser núemro 10 do ranking mundial.

Em 2017 e depois de dois anos de reinado como número 1 que parecia inabalável, o sérvio decidiu mudar algumas coisas na carreira e uma delas foi acabar com a ligação a Vajda ao fim de 11 anos juntos. Ele aceitou, mas demorou a engolir a dispensa: "Estive fora durante um ano e tive imensas ofertas. Recusei todas. Não me sentia pronto e sou honesto: é muito difícil treinar alguém depois de trabalhar com um jogador como o Novak."

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