Clube inglês que gastou mais neste verão acabou de subir de divisão

Aston Villa já despendeu 101,1 milhões de euros, mais 11 milhões do que o Manchester City. Premier League, que nas últimas 17 épocas foi a que mais dinheiro gastou, está a investir menos do que as ligas espanhola e italiana

A liga inglesa foi a que mais dinheiro gastou em contratações de jogadores em cada uma das últimas 17 temporadas e é aquele que, entre as principais da Europa, vê o mercado de transferências fechar mais cedo, a 8 de agosto, mas os clubes da Premier League não estão muito apressados no que toca a contratar futebolistas.

Tanto assim é que, a cerca de três semanas para o fecho da janela de verão em Inglaterra, a Premier League (757,37 milhões de euros) está atrás da liga espanhola (1,11 mil milhões) e da italiana (825,76 milhões) em matéria de investimento no mercado. A liga portuguesa surge em 6.º lugar (101,7 milhões), depois da alemã (545,75) e da francesa (291,4).

A estranha calma dos clubes ingleses neste mercado de transferências é tal que, o emblema que mais investiu foi o recém-promovido Aston Villa: 101,10 milhões de euros. Uma verba canalizada para contratar o avançado Wesley ao Club Brugge (25 milhões), o central Tyrone Mings ao Bournemouth (22,3), o lateral esquerdo Matt Targett ao Southampton (15,6), o central Ezri Konsa ao Brentford (13,3), o extremo Anwar El Ghazi ao Lille (9), o central Björn Engels ao Reims (8) o extremo Jota ao Birmingham (4,5) e o central Kortney Hause ao Wolverhampton (3,4).

Arsenal e Liverpool quase inativos

Em segundo lugar nesta lista aparece o Manchester City de Pep Guardiola, que gastou 90 milhões de euros, a esmagadora maioria na compra do passe do médio espanhol Rodri ao Atlético Madrid (70 milhões). Seguem-se Leicester (85,1), Manchester United (72) e Tottenham (71), sendo que os dois últimos têm sido apontados como os mais prováveis destinos para o médio sportinguista Bruno Fernandes.

Na sexta posição deste ranking surge o West Ham (68 milhões) e depois o Southampton (54,6) e o Wolverhampton de Nuno Espírito Santo (51,5), que se limitou a contratar em definitivo dois jogadores com os quais já contava por empréstimo: o ex-avançado benfiquista Raúl Jiménez (38 milhões) e o médio belga Leander Dendoncker, que pertencia ao Anderlecht (13,5).

No nono lugar aparece o Chelsea, que nesta janela de mercado está impedido de contratar pela FIFA, devido a irregularidades na contratação de jogadores menores de idade. No entanto, uma vez que Mateo Kovacic esteve emprestado na época passada pelo Real Madrid com opção de compra, os londrinos puderam acionar essa cláusula, tendo pagado 45 milhões de euros.

Depois vem o Everton de Marco Silva (34,5 milhões de euros), que contratou André Gomes ao Barcelona por 25 milhões, seguido de Brighton (23,9), Bournemouth (19,25), Sheffield United (13,4), Watford (8,6), Arsenal (6,7), Burnley (6,65), Norwich (4,17) e o campeão europeu Liverpool (1,9). Na cauda deste pelotão surgem Newcastle e Crystal Palace, que ainda não gastaram dinheiro nesta janela de mercado.

Recorde em Espanha

Para a liga espanhola, que tem na transferência de João Félix do Benfica para o Atlético Madrid por 126 milhões de euros um dos pontos altos deste defeso, os 1,09 mil milhões despendidos pelos clubes até ao momento já constituem um recorde nacional, superando por 100 milhões o investimento feito na época passada.

Os três principais clubes de Espanha, Real Madrid (303 milhões), Barcelona de Nélson Semedo (237) e Atlético Madrid (218,5) foram mesmo os que mais gastaram a nível mundial neste verão. E no top 5 ainda há o Sevilha de Julen Lopetegui (124), que surge depois da Juventus de Cristiano Ronaldo e João Cancelo (151,5) do Borussia Dortmund (127,5).

A completar a lista dos dez primeiros aparecem Bayern Munique (118 milhões), o Aston Villa (101,1), a Roma de Paulo Fonseca (97) e o Manchester City (90).

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