Câmara de Setúbal promete apoiar sadinos. Clube fala de decisão "injusta" e "superficial"

Maria das Dores Meira reagiu no Facebook à decisão do Tribunal Arbitral do Desporto, que rejeitou a providência cautelar dos sadinos e assim os condenou de vez ao Campeonato de Portugal. No mês passado, autarquia cedeu terrenos no valor de 800 mil euros.

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, lamentou a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), de rejeitar a providência cautelar do Vitória de Setúbal para evitar descida ao terceiro escalão decretada pela Liga Portugal, mas promete ajudar o clube na procura da "viabilidade" futura. Sadinos prometem reagir à "decisão injusta" em conferência de Imprensa nesta tarde.

"Lamentamos profundamente a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (de rejeição da providência cautelar do VFC para suspender a decisão de desclassificação) tomada a propósito de um clube com a importância do VItória Futebol Clube, que nos representa em muitas ocasiões e é um verdadeiro símbolo da nossa cidade. Como sempre tem acontecido, e já o voltámos a demonstrar muito recentemente, continuaremos ao lado do clube para o apoiar na procura das melhores soluções que assegurem a sua viabilidade futura", escreveu a presidente do município no Facebook.

Ainda no mês passada, a Câmara de Setúbal auxiliou o principal clube da cidade e da região ao ceder 65 lotes de terrenos localizados na zona de Praias do Sado, de valor global superior a 800 mil euros. "A cooperação dá resposta a um pedido de apoio que foi endereçado para resolver dificuldades financeiras emergentes do clube. A autarquia entendeu ser fundamental dotar o Vitória FC de meios que lhe garantam maior capacidade para assegurar a continuidade das múltiplas atividades", explicou Maria das Dores Meira.

Na altura, a presidente frisou que a "cooperação tem sido uma prática constante" ao longo dos anos entre a autarquia e o Vitória de Setúbal, e destaca a importância que o clube tem na comunidade: "As atividades relacionadas com a promoção da prática desportiva que desenvolve revestem-se de particular importância, uma vez que o Vitória FC é uma entidade de prestação de serviços de relevante interesse público à comunidade."

O TDA não deu provimento à providência cautelar do Vit. Setúbal, que pretendia suspender a decisão de desclassificação imposta pela Liga Portugal. Ainda em julho, o clube sadino não conseguiu apresentar prova de "inexistência de dívidas a sociedades desportivas", a "inexistência de dívidas a jogadores, treinadores e funcionários", assim como "a regularidade da situação contributiva perante a Autoridade Tributária", segundo se pode ler no comunicado da Liga. E por isso foi excluído.

A 3 de agosto, os sadinos recorreram para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, que acabou por se considerar incompetente para julgar o processo, remetendo-o para o TAD, que agora rejeitou as pretensões da equipa do Bonfim. "O Vitória Futebol Clube lamenta que a providência cautelar não haja sido decretada, entendendo que não somente ela é injusta, como não se pronuncia sobre matéria fundamental referente à própria validade do Manual de Procedimento, bastando-se por uma análise superficial das razões invocadas pelo VFC", comunicou o emblema sadino, remetendo mais explicações para uma conferência de imprensa do presidente Paulo Gomes ainda nesta tarde.

Além do Vitória de Setúbal, também o despromovido Desportivo das Aves foi excluído e baixou ao terceiro escalão. O clube de Vila das Aves decidiu não recorrer da decisão: "Não valia a pena." A Liga de clubes convidou o Portimonense, 17.º classificado e despromovido, a manter-se na I Liga e o Cova da Piedade e o Casa Pia a manterem-se na II Liga, depois de terem sido despromovidos administrativamente, com o cancelamento do segundo escalão, devido à covid-19.

O sorteio dos campeonatos profissionais é na sexta-feira, na sede da Liga Portugal, no Porto.

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