Boxe na Nicarágua recomeça com pugilistas de máscara e desinfetados

Antes do início do combate, sábado em Manágua, os lutadores verificaram a temperatura corporal e foram desinfetados, tal como árbitros, juízes e os 800 espetadores presentes.

Grande parte da atividade desportiva no mundo foi interrompida devido à pandemia do covid-19, e o boxe não foi exceção. Mas no sábado à noite depois de várias semanas de confinamento, foi possível assistir a um combate que registou o regresso do boxe em Manágua, capital do Nicarágua.

O país da América Central optou por não adotar medidas de prevenção e distanciamento social e, como resultado, os pugilistas foram autorizados a estarem frente a frente durante a pesagem de sexta-feira, embora tivessem de usar máscaras. No entanto, antes do início do combate e com as devidas precauções, os 16 lutadores que iam participar, verificaram a temperatura e foram desinfetados.

À exceção dos pugilistas, que foram autorizados a remover as máscaras, os árbitros, juízes e espetadores, tiveram que permanecer com máscara durante o combate. Assim como, o atual campeão dos pesos médios da WBA, Roman Gonzalez, que assistiu ao combate, também verificou a sua temperatura antes de entrar no ginásio Alexis Arguello Sports Center.

Cerca de 800 pessoas compareceram no ginásio, que tem mais de oito mil lugares. À entrada do recinto, as pessoas que iam assistir foram instruídas a desinfetar as mãos e o calçado depois de verificarem a temperatura corporal, antes obedecerem às regras de distanciamento social, pois tiveram de se sentar com duas cadeiras de intervalo e a dois metros do ringue.

Daniel Ortega, presidente nicaraguense, garantiu que apenas onze casos de covid-19 foram confirmados, com três mortes, apesar da imprensa local assegurar a existência de mais de 32 mil casos no país. Até mesmo a organização do evento em conjunto com Ricardo Alvarez, ex-campeão mundial, afirmaram que cederam o pavilhão na noite de sábado para ajudar os pugilistas.

"Aqui na Nicarágua não há quarentena. O governo da Nicarágua e o ministro da Saúde fizeram um grande esforço para que a pandemia não deixasse uma marca neste país. Tivemos a sorte de termos tido poucos casos, mas todos precisamos de trabalhar, por isso estamos a fazer este esforço", concluiu o presidente relembrando que os campeonatos de futebol ainda continuam a disputar-se no país.

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