A vitória esperada do Bayern com o carimbo de um menino da casa

Derrota certa do Benfica com um momento muito emotivo, o do segundo golo do Bayern apontado por Renato Sanches, um menino da casa. Excelente exibição de Vlachodimos, Rui Vitória atirou a toalha ao chão muito cedo...

Nada a dizer, o Benfica perdeu, e perdeu bem, diante do Bayern num jogo que vai ficar marcado para sempre na carreira de Renato Sanches - o jovem produto das escolas encarnadas jogou com a camisola do Bayern, o que não acontecia há mais de um ano, e estreou-se a marcar pelos bávaros sendo intensamente aplaudido pelos adeptos do Benfica. Bonito.

Quanto ao jogo sabia-se que o Benfica dificilmente podia competir em qualidade com o campeão alemão, porém, num dia bom tudo podia acontecer. Não aconteceu tudo, aconteceu o esperado. Os bávaros, à segunda tentativa, marcaram num lance trabalhado por Renato Sanches, Ribèry e Alaba, que cruzou para a superior finalização de Lewandowski que fez de Grimaldo o que quis - o espanhol teve azar, pois fechou ao meio e 'ficou' com o ponta-de-lança.

Estávamos no minuto 10 e nos instantes seguintes o cariz mudou pouco, com Vlachodimos a impedir de Ribèry e Robben de cavarem uma distância maior no marcador.

O Benfica não conseguia responder... para além do mais entrou muito nervoso, sem conseguir ter tranquilidade para conservar a bola e trocá-la, uma das suas imagens de marca. De tal forma que só aos 28 minutos Salvio, o elemento do ataque com mais classe do Benfica para estas andanças, testou Neuer, que correspondeu com uma boa defesa. Talvez as coisas tivessem mudado se o árbitro tem mostrado coragem e apontado grande penalidade num lance aos 44 minutos em que Kimmich, que já estava amarelado, travou à margem das leis Cervi no interior da grande área. Mas sejamos justos, o empate não seria justo, até porque Vlachodimos já tinha negado entretanto, mais um golo ao Bayern e a Robben.

Toalha ao chão

O segundo tempo iniciou-se com o Benfica, mais solto, a tentar comandar as operações, contudo, Renato Sanches (quem diria?) sentenciaria a partida num momento muito emotivo a que já fizemos referência.

E nem se pode dizer que o Benfica tenha reagido mal com Ruben Dias e Jardel em foco e a fazerem brilhar Neuer.

Porém, aos 62 minutos Rui Vitória atirou a toalha ao chão e começou a pensar noutros compromissos. Fez sair Pizzi e Salvio, colocando Rafa e Gabriel. Nada a dizer sobre quem entrou nem sobre a saída de Pizzi mas Salvio era apenas o jogador mais importante da manobra atacante do Benfica. Parece ter acreditado pouco num resultado positivo. Pelo menos foi a sensação que transmitiu.

Até final o Bayern controlou os acontecimentos, Gabriel mostrou ter um pé esquerdo que incute respeito e Vlachodimos impediu mais um golo do Bayern.

Este não é um resultado inesperado e em nada belisca as aspirações do Benfica na Liga dos Campeões. Comprova apenas que o Bayern é de um patamar muito acima em relação ao Benfica e a qualquer equipa portuguesa, um pouco como já acontece... na Alemanha.

Figura

Vlachodimos - Notável exibição do grego de origem... alemã. O que foi possível defender ele defendeu e o Bayern só não sai de Lisboa com uma goleada das antigas porque o guardião encarnado esteve à altura dos acontecimentos, até mais do que seria de supor sabendo-se que fez a sua estreia na prova rainha do futebol europeu. Cada vez mais se confirma que o Benfica resolveu bem o problema que tinha na sua baliza.

FICHA DE JOGO


Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica - Bayern de Munique, 0-2.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores:
0-1, Lewandowski, 10 minutos.
0-2, Renato Sanches, 54.

Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa, Pizzi (Rafa, 62), Gedson (Zivkovic, 76), Salvio (Gabriel, 62), Cervi e Seferovic.
Treinador: Rui Vitória.

Bayern de Munique: Neuer, Kimmich, Boateng, Hummels, Alaba, Javi Martínez (Muller, 88), Renato Sanches, Robben, James (Goretzka, 79), Ribéry (Gnabry, 61) e Lewandowski.
Treinador: Niko Kovac.

Árbitro: Mateu Lahoz (Espanha).

Cartão amarelo a Kimmich (18), Fejsa (22), Jardel (39), e Hummels (52).

Assistência: 60 274 espetadores.

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