Uma reviravolta, um recorde e um clássico marcado com o Benfica

FC Porto conseguiu 16.ª vitória consecutiva e marcou duelo com o Benfica nas meias-finais da Taça da Liga, graças à vantagem sobre o Chaves nos golos marcados

Pela quinta vez consecutiva nas competições nacionais, o FC Porto viu-se obrigado a uma reviravolta para terminar o ano de 2018 com um novo recorde histórico de 16 vitórias consecutivas para o clube e assegurar um lugar na final four da Taça da Liga, onde vai defrontar o Benfica nas meias-finais, dia 22 de janeiro.

O triunfo sobre o Belenenses SAD, no Jamor, por 2-1, só chegou na segunda metade, depois de uma entrada em falso dos dragões, e permitiu à equipa de Sérgio Conceição apurar-se devido à vantagem sobre o Chaves nos golos marcados neste grupo C, já que os transmontanos terminaram com os mesmos pontos (7) e a mesma diferença de golos (três), depois de terem batido o Varzim, por 3-1, também neste domingo. A diferença esteve no facto de os dragões terem feito sete golos (7-4) contra apenas cinco do Chaves (5-2).

Entrada em falso

Mas não se livrou do susto este FC Porto. Apesar de já não ter hipóteses de apuramento, e de ter mudado nove jogadores no onze inicial, o Belenenses SAD de Jorge Silas conseguiu surpreender os portistas com uma entrada positiva em jogo. Com um esquema de três centrais e dois laterais com boa capacidade ofensiva, a equipa da casa chegou à vantagem logo aos quatro minutos, quando Reinildo fez uma recarga vitoriosa a um primeiro cabeceamento de Cleylton, na sequência de um livre da esquerda.

O golo do Belenenses premiava o arrojo da equipa de Silas, que entrou com um futebol positivo, assente numa boa capacidade de construção desde trás e na mobilidade dos seus jogadores.

Com o jovem médio Bruno Costa como novidade no onze e Marega só na frente de um 4x3x3 que tinha Corona e Brahimi nas alas, o FC Porto demorou uns 20 minutos a despertar para o jogo e para as características do adversário. Mas, a partir daí, acertou posições na pressão sobre o adversário e começou a empurrar progressivamente o Belenenses SAD para a sua área.

Bruno Costa deu o primeiro sinal, com um remate à entrada da área, e as oportunidades começaram a surgir com alguma cadência no ataque do FC Porto, só que Corona e Marega mostravam-se muito perdulários na zona de finalização.

Mesmo pressionado, o Belenenses não abdicava de tratar bem a bola, tentando sair a jogar com critério e bola no pé. Em passe curto até onde era possível, em profundidade sempre a que a teia portista apertava mais sobre a bola, mas sempre a tentar encontrar formas de esticar o jogo até à área de Vaná, o habitual titular na baliza do FC Porto em jogos da Taça da Liga.

Sérgio mexe antes do intervalo

Insatisfeito com o decorrer dos acontecimentos, Sérgio Conceição não esperou mais e lançou uma dupla substituição ainda antes do intervalo, fazendo entrar Soares e Hernâni para os lugares de Maxi e Bruno Costa (foi curto o segundo jogo pela equipa principal, depois da estreia em Liverpool na época passada), e o FC Porto mudou de 4x3x3 para um 4x4x2 com dois homens de área (Soares e Marega).

Mas foi só na segunda metade que as alterações de Sérgio Conceição tiveram efeito prático, com Marega e Soares a darem eficácia à avalanche ofensiva em menos de 20 minutos. Primeiro, aos 53 minutos, foi o maliano a aproveitar uma bela assistência de Brahimi para marcar o seu 15.º golo da época e aumentar para seis o número de jogos consecutivos a fazer o gosto ao pé. Depois, aos 63', foi Soares a desviar de cabeça um livre de Alex Telles (mais uma assistência para o lateral). Um golo que surgiu no momento em que Silas fez uma dupla subsituição no Belenenses, mesmo antes da marcação do livre.

A pressão vinda de Chaves

Daí até final, o FC Porto ainda sofreu para garantir o apuramento, mas apenas devido às notícias que chegavam de Chaves, onde a equipa transmontana ampliava a vantagem sobre o Varzim e deixava as contas do grupo em suspenso.

Com a notícia do 3-1 em Chaves, Sérgio Conceição lançou a mensagem para dentro do relvado: era preciso mais um golo que pusesse o FC Porto a salvo de qualquer surpresa de última hora em Trás-os Montes. Mas então sobressaiu Mika na baliza do Belenenses SAD, negando golos em catadupa a Soares, Hernâni ou Adrián Lopez.

O FC Porto não marcou mais, mas o Chaves também não, o que permitiu à equipa de Sérgio Conceição terminar da melhor forma um excelente ano de 2018 e marcar duelo com o Benfica para as meias-finais da Taça da Liga, a 22 de janeiro. Sp. Braga e o Sporting disputam a outra meia-final, no dia 23. A final é a 26. Todos os jogos da final four têm palco em Braga.

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio Nacional, em Oeiras.

Belenenses - FC Porto, 1-2.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Reinildo, 04 minutos.

1-1, Marega, 53.

1-2, Soares, 63.

Equipas:

- Belenenses: Mika, Gonçalo Tavares, Cleylton, Nuno Coelho (Henrique Almeida, 62), Luís Silva, Reinildo, André Santos, Dálcio, Eduardo Henrique (Lucca, 74), Ljujic e Dramé (Licá, 62).

(Suplentes: Guilherme Oliveira, Licá, Diogo Viana, Henrique Almeida, Zakarya, Gonçalo Silva e Lucca).

Treinador: Silas.

- FC Porto: Vaná, Maxi Pereira (Hernâni, 39), Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Bruno Costa (Soares, 39), Herrera, Danilo, Brahimi (Adrián López, 89), Marega e Corona.

(Suplentes: Casillas, Hernâni, Óliver, Mbemba, Adrián López, André Pereira e Soares).

Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Eduardo Henrique (40), Marega (49) e André Santos (61).

Assistência: cerca de 6.000 espetadores.

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