Abel Ferreira apresentado no Palmeiras: "Não vim passar férias"

O treinador que trocou o PAOK Salonica pelo Campeonato Brasileiro assumiu que atravessou o Atlântico para "ganhar". No domingo enfrenta o Vasco da Gama de Ricardo Sá Pinto.

"Não vim aqui para ter férias, vim aqui para trabalhar e ganhar." Foi esta a ideia mais forte transmitida por Abel Ferreira na sua apresentação como novo treinador do Palmeiras, clube de São Paulo que ocupa o sétimo lugar do Campeonato Brasileiro.

"Vim para ajudar os jogadores a crescerem, essa é a minha missão", acrescentou o treinador que na semana passada deixou os gregos do PAOK Salonica para assinar contrato de dois anos com o Verdão paulista. Na cerimónia de apresentação deixou desde logo um aviso: "Atravessei o Atlântico para trabalhar, ganhar, ajudar a estrutura e os jogadores a crescer, não para conhecer a cidade. Estudei o clube, as minhas ambições de agora e do futuro e elas encaixam-se muito bem."

Abel Ferreira, que rende Vanderlei Luxemburgo no comando do Palmeiras, revelou ainda que a sua referência no futebol "é o conhecimento". "São os livros, as pessoas, os portugueses, os brasileiros, todos aqueles que apanhei no passado, pois sou fruto das minhas experiências. Não posso nomear só um. Aprendi com todos os técnicos que tive, os bons, maus, fracos, ótimos. É nas turbulências que se adquirem as melhores aprendizagens", sublinhou.

Quanto à forma como pretende colocar o Palmeiras a jogar, Abel Ferreira assumiu que quer uma equipa "muito equilibrada em todos os momentos". "Vou perder, ganhar, vão dizer que sou o melhor e o pior, mas o que não pode mudar nunca é acreditar no que fazemos. Tenho uma regra de 24 horas para chorar uma derrota e celebrar uma vitória. Tenho tanto para me preocupar e decisões a tomar, que não posso gastar energia com o que não controlo", acrescentou, mostrando-se consciente de que será criticado "por tirar este ou aquele jogador" e a esse propósito atirou: "Até a minha mulher me critica quando chego a casa."

O técnico de 41 anos está consciente de que, num país onde os clubes trocam muito de treinador, depende "dos resultados e dos jogadores, da forma de jogar e da metodologia". "Sei como é o futebol, como funciona e o que tenho que fazer. O foco é no que eu controlo. É preciso tempo, mas sei que é preciso ganhar. Ou ganho ou ganho. Não há outra forma", adiantou.

Curiosamente, no domingo Abel Ferreira orienta o Palmeiras em São Januário, no Rio de Janeiro, frente ao Vasco da Gama treinado por Ricardo Sá Pinto, num reencontro de técnicos portugueses. "Não quero falar sobre o jogo de domingo, mas quando olhamos para nossa linha de vida, há muitas pessoas que nos marcaram. Eu deixei de jogar futebol com 20 e poucos anos. O Ricardo convidou-me para ser assistente dele e deu-me a oportunidade de começar nos sub-19 do Sporting", referiu.

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