O perdão fica completo. Venus Williams faz as pazes com Indian Wells

Após um boicote de 15 anos, a mais velha das Williams segue o exemplo da irmã e regressa hoje aos courts do torneio californiano

Não é um assunto simples: toca o racismo da sociedade dos EUA e o percurso controverso das mulheres que mais marcaram o ténis feminino neste século. Mas, hoje, assim que Venus Williams entrar no court de Indian Wells, será uma polémica encerrada. Termina o boicote das irmãs Williams ao torneio de ténis norte-americano (Serena já tinha aceitado fazer as pazes no ano passado).

Já lá vai década e meia desde que Serena Williams deixou Indian Wells debaixo de apupos e insultos, após bater Kim Clijsters na decisão do torneio de 2001. A tenista norte-americana, então com 19 anos, tinha-se apurado para a final após a desistência da irmã na meia-final. Venus (15 meses mais velha) justificou-se com uma lesão de última hora (uma tendinite) mas o público californiano não perdoou aquilo que julgou ser um estratagema do pai de ambas, Richard Williams, para poupar a mais bem preparada antes do jogo decisivo.

Diante de Clijsters, Serena saboreou uma amarga vitória, debaixo de assobios, impropérios, sons guturais e outros insultos racistas - que revoltam o pai e a irmã, presentes nas bancadas. E, em conjunto, as Williams decidiram não voltar ao Masters de Indian Wells. "Foi muito difícil para mim esquecer as horas que passei a chorar no balneário depois de ganhar em 2001. No regresso a Los Angeles, senti que tinha perdido o maior jogo de sempre, não um simples jogo de ténis, mas uma luta pela igualdade", recordou, anos depois, a atual n.º 1 mundial.

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