"Um treinador tem de ser como Deus. Estar em toda a parte"

Juanma Lillo, treinador espanhol que serviu de influência a Guardiola, fala em exclusivo ao DN

Guardiola considera-o como um dos seus mentores, a par de Cruijff, para ter seguido a carreira de treinador. Recorda-se do momento em que conheceu o atual técnico do Bayern Munique?

Perfeitamente. Na altura treinava o Real Oviedo e jogávamos em casa contra o Barcelona. No final da partida, já depois de termos recolhido aos balneários, bateram à porta e era o Pep Guardiola, ainda com a roupa de jogo. Pediu para falar comigo, disse que gostava da minha forma de jogar e se poderíamos ficar em contacto a partir daí. Criámos desde então uma ligação fantástica.

Viu-o jogar e agora a treinar. Qual é melhor, o Guardiola jogador ou o Guardiola treinador?

É difícil dizer. Mas digo-lhe que Guardiola foi o melhor médio que vi jogar. A verdade é que ele já era treinador com 10 anos. Ele bebia informação em todos os treinos, estudava tudo ao pormenor, tentava sempre superar-se e isso fez que ao longo da sua vida de jogador, e agora como treinador, aprendesse algo novo todos os dias.

Qual foi a primeira característica que viu em Guardiola para lhe identificar sucesso, seja como jogador ou como treinador?

A primeira vez que o vi jogar percebi logo que estava ali um jogador fora do normal. Tinha a capacidade de meter toda a sua equipa na cabeça. Antes de receber a bola já sabia o que tinha de fazer logo a seguir para a equipa render mais. Ele fazia que aqueles que estavam à sua volta fossem ainda melhores, os seus colegas evoluíam com ele em campo. E como treinador é igual.

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